quarta-feira, 22 de julho de 2009

São Paulo, 22 de julho de 2009.

Um "golpe na biblioteconomia" ou o "curso de especialização em gestão de bibliotecas públicas" são títulos de e-mails que circularam nos últimos dias na rede e com certeza ainda vão circular um pouquinho, mas eu fico a me perguntar de que adiantará?
Vamos, sejamos realistas, bibliotecários não são seres revolucionários, rebeldes, que lutariam por algo. O que somos? Não passamos de profissionais acomodados dentro de nossas bibliotecas ou centros de informação.
Vejo diariamente não só professores, historiadores, mas jornalistas e principalmente analistas de sistemas ocupando lugares que poderiam ser ocupados por bibliotecários, os profissionais da informação. Profissionais da informação sim, bibliotecários não, estes foram extintos com o avanço da tecnologia, na era do conhecimentos.
Se vão ofecerer um curso de pós com disciplinas básicas da graduação para professores, que bom, pois ainda vão ter uma base da parte técnica que nos cabe, quanto a gestão, vocês sabem que em nosso meio a maioria ainda é técnica e poucos são os gestores.
Fico pensando que talvez o rumo será a pós em Ciência da Informação para trabalhar na área, com informação em alguma área específica na qual você já fez a graduação.
Será que isto funcionará no Brasil?
Voltando ao presente, qual a posição de nosso Conselho de Biblioteconomia com relação a isto?
Do Sindicato?
Pois em breve não terão mais bibliotecários para pagar as anuidades ou será que já estão pensando em admitir profissionais com graduação em qualquer área?
E por que tão poucos bibliotecários assinaram o Manifesto em Defesa da Biblioteca Escolar?
Termino voltando ao princípio... sem luta, assistindo o incêndio...


domingo, 14 de junho de 2009

Diversidade Tucana

Um exemplo de trabalho sério a favor da causa e em defesa dos direitos da comunidade LGBT é o núcleo Diversidade Tucana criado dentro do PSBD de São Paulo.
Estive presente na reunião realizada no dia 1º de junho de 2009 no Diretório Estadual do PSDB e vi gente que realmente se preocupa em fazer um trabalho sério nesta área, não só em época de eleição.
E algumas ações merecem destaque:
- Criação do CADS - Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual na Prefeitura de São Paulo
- Lei que proíbe a discriminação contra LGBTs no estado de São Paulo, durante o governo Alckmin
- Inclusão dos homossexuais na Carta Nacional de Direitos Humanos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

São Paulo, 14 de junho de 2009.


Dia de Parada do Orgulho LGBT na capital, dia de festa para alguns, stress para outros.
A Parada, há muito perdeu a consciência política de seus participantes e transformou-se num grande carnaval, que movimenta milhões, aquece o comércio e o turismo de São Paulo trazendo milhares de turistas, do interior, de outros estados e do exterior.
Com tanta gente é de se esperar que o ato político se transforme em bagunça, causando transtornos para alguns, alegria para outros, pois é o dia da visibilidade, o dia de sair do armário.
Mas como ter respeito se não se dá respeito?
É preciso conscientizar, participar, debater para não criar a desordem e despertar mais fúria de grupos religiosos e ideológicos.
Nos resta saber se dos 3 milhões que foram a Parada hoje hoje, quantos estavam conscientes e assinaram o abaixo-assinado "Não homofobia", também disponível no site: http://www.naohomofobia.com.br
Vale conferir o filme Milk, que mostra a trajetória política de um gay americano e a luta por seus direitos.



domingo, 29 de março de 2009

São Paulo, 29 de março de 2009.

A bibliotecária deste blog agora tem 31 anos, que soy yo, no auge de meu stress em busca da construção e consolidação profissional e amorosa.
A ideologia continua gritando forte dentro de meu intímo, mas o desejo de ter abafou a ideologia por amor.
E como diria Cazuza: "e aquele garoto que queria mudar o mundo, mudar o mundo..." E aquela garota que queria mudar o mundo agora é uma empresária capitalista, que sente na pele o peso da burocracia e da alta carga tributária brasileira.
Vocês sabiam que se contratarem um profissional com salário de R$ 2.000,00, o mesmo custa R$ 4.000,00 e isto não é lenda?
E que "atividades de arquivos e bibliotecas" não se enquadram no simples?
E que o tempo passa e os bibliotecários continuam em crise existencial? rs
O fato é que agora tenho 31 anos e parece que foi ontem que eu entrei na UFSCar, me apaixonei pela Ciência da Informação, conheci amigos e vivia alguns sonhos...

domingo, 8 de março de 2009

Blues da Piedade - Cazuza (Composição: Roberto Frejat/Cazuza)

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

São Paulo, 24 de fevereiro de 2009.


Depois de Angra dos Reis, Ilha Grande, a bibliotecária volta a vida normal, diante de seus livros e arquivos na ultra mega metrópole, São Paulo.

Mais calma, depois de enfrentar uma maratona para sair da Ilha, ela respira tranquilamente, com saudade de seu cachorro.

E pensa que ainda não é hora de trocar a confusão entre os livros pela vida numa ilha...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

São Paulo, 20 de janeiro de 2009.


2009 mal começou e em meio a tantas incertezas só nos resta a certeza de que vivemos num país onde sua vida só vale para pagar mais e mais impostos, sem muitas vezes o direito de questionar onde este dinheiro é empregado, se foi para a cueca de alguém ou para construção de um hospital, escola, biblioteca, ciclovias, transporte público...


Ciclovias, eis a questão!

Começo o ano escrevendo sobre o que mais gosto e menos faço: Pedalar


Na última sexta-feira participei da Bicicletada em memória de mais uma ciclista atropelada, não a conhecia, mas como já fui atropelada por um ônibus e amo pedalar fui até a praça do Ciclista e caminhei empurrando a bicicleta pela Avenida Paulista com algo gritando dentro de meu ventre, meu íntimo, que não dá mais para ficar parada, olhando as notícias e com medo de viver, é preciso fazer algo.


Sim, medo de viver, pois não vou para o trabalho de bike, porque tenho medo de ser atropelada, pois se fui atropelada por ônibus, enquanto atravessa na faixa, no sinal tudo certinho, imagine o que me aconteceria numa bike ao lado de carros, ônibus e motos apressados numa avenida?


Sim, medo de viver, porque não posso andar tranquilamente na rua, ir viajar tranquilamente, deixando a casa sozinha, deixar o carro na rua, ou parar no sinal à noite... são tantos medos, medos que todos vocês conhecem, medos que fazem todos nós trabalhar cada vez mais, para ter mais segurança, comprar mais alarmes, pagar mais seguros...


Enfim, o ano só começou e todo mundo está precupando com o quê? Em dar quase 40% do seu salário para o Leão, em troca de quê?


Bem vindo a Gaza (acima na Foto tirada durante a Bicicletada - 16/01/2009)


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

São Paulo, 29 de dezembro de 2008.

Últimos dias do ano e muitos pensamentos rondando, aqui estou depois de muito trabalho.
Neste ano descobri o quanto é difícil ter uma empresa no Brasil, ser uma pequena empresária, sem que o governo considere isto, pois para o "Leão" bibliotecários não se enquadram nas pequenas cargas tributárias e estou muito longe dos tributos "simples", "super simples".
2008 foi o ano em que vi uma tentativa de abaixo assinado que foi entregue ao governador pelo CRB8, uma ótima iniciativa, mas que me causou grande decepção por parte da classe bibliotecária, pois acredito que faltou maior participação e nós como sempre não conseguimos demonstrar força por falta de união.
Também foi o ano que participei, mesmo que de forma breve das eleições, contribuindo para uma proposta de políticas públicas lgbt dentro do PSDB e que depois foi entregue ao partido vencedor DEM. E uma proposta de inclusão do bibliotecário nas escolas públicas municipais.
Este foi o ano do trabalho, no qual abandonei o Kung Fu, em julho, para ficar algumas horas a mais com meu filhote, o yorkshire, Fred, que durante muitas vezes latiu para o computador, desejando que eu saisse da frente para lhe dar atenção.
O ano no qual eu definitivamente abandonei meu blog, o msn (que msn???) e ganhei mais telefones, planilhas e muita contabilidade.
Até o marketing foi prejudicado, pois com tanta burocracia, não me resta tempo para a criatividade.
E as aulas de aluno especial na USP acabaram ficando pra depois, pois, foram ocupadas por um curso de Propriedade Intelectual.
Nada de muitas baladas, somente uma rave aqui, outra baladinha ali, um churrasquinho lá: meu nome neste ano foi "trabalho" e creio que será ainda maior em 2009, ano de viajar novamente e quem sabe mudar de cidade.
E quem sabe eu possa usufruir com uma certa frequência do convênio firmado do Sinbiesp com as pousadas e hotéis por aí.

Que a bolsa de valores se recupe em 2009, o real não seja uma moeda tão instável, que o tempo não fique tão revoltado, que os bibliotecários sejam mais atuantes, os políticos menos corruptos, que o Brasil cresça e apareça, que as pessoas deixem de ser individualistas, materialistas e dêem lugar a fraternidade, ao amor.

Feliz 2009!!!!!!!!!!!!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Mendicare

Mendigando seu amor,
não sou forte, sou débil,
sou dependente do amor
não luto, me entrego,
sou escrava do amor
não prendo, solto,
sou prisioneira do amor
não quebro, construo,
sou a idealista do amor
Mendigando...

Proteção

Amor será a palavra tatuada
em meu dedo para sempre lembrar
que o amor que nós construímos
sempre será eterno
materialmente ou não estaremos sempre ligadas
contradizendo o que o poeta disse:
"Que seja eterno enquanto dure"
pois o amor que nós construímos não pertence a este mundo
e que apesar dos passos errantes
sei que temos corações puros
e a pureza de nosso amor
somente nós e os deuses reconhecem
e nos entrelaços de nossos corpos
nos apertos de nossos abraços
nas lágrimas causadas pela inveja
nos fortalecemos e nos tornamos cada vez maiores
com todas as bençãos do Senhor
dos anjos e arcanjos
peço por tua proteção
nossa proteção
para cessar a dor de todas feridas
que a vida nos causou
não nos permitindo cutucá-las
até o término de minha vida material
que às vezes, é um tanto irracional.

(Daniela R. Vieira - originalmente escrito numa folha de papel em 2007 ou 2008)