"As horas mais tristes da vida são aquelas em que duvidamos de nós próprios".
Autor: Beecher , Henry
Pensamentos confusos de uma bibliotecária, um misto de informação, cultura e confissões da vida de uma profissional de 36 anos.
quarta-feira, 14 de junho de 2006
Imaturo Coraçao
terça-feira, 13 de junho de 2006
Os "sem-livro"
Setenta e cinco por cento dos brasileiros não dominam o exercício da leitura, e mais de 60% não sabem interpretar textos. Especialistas alertam que o hábito tem de começar cedo, ainda na infância.
Na casa de Maurizan Dias Queiroz , de 5 anos, não há livros. Nem uma Bíblia ou uma revista de histórias em quadrinhos. Seus avós, Doralice Gomes de Oliveira, de 64, e Sebastião Queiroz de Oliveira, de 63, nunca foram à escola. Os pais do enino, que mora na Vila Estrutural, passam o dia no lixão, de onde tiram, em uma boa semana de coleta, R$ 60. A história
de Maurizan está longe de ser única. Ele faz parte de um exército de brasileiros distantes dos livros, do letramento e de todo o universo mágico que só a leitura proporciona.
No Brasil, a categoria dos "sem-livro" é maior que a dos sem-teto ou dos sem-terra. Somos uma população que não lê. Nada menos que 75% dos brasileiros não dominam o exercício da leitura, um número que inclui os analfabetos absolutos - sem qualquer habilidade de leitura e escrita - e os 68% considerados analfabetos funcionais, que têm dificuldades para compreender e interpretar textos. "São pessoas que até conseguem decodificar uma palavra ou frase mas não vão além do significado restrito", explica Márcia Elizabeth Bortone, professora da Universidade de Brasília (UnB). De acordo com a educadora, boa parte da culpa dessa incapacidade de interpretar o que está escrito e entrar no mundo da história é, justamente, a falta de intimidade com a leitura.
Naturalmente, sem livros em casa, não há como se desenvolver essa intimidade. E vale destacar que, quanto mais cedo, melhor para formar um futuro devorador de livros. Maurizan, por exemplo, está em uma ótima idade para ser apresentado ao mundo da Turma da Mônica, dos príncipes e princesas ou de outros personagens da literatura infantil.
"Meu neto vai ser doutor", aposta a avó do menino, que não sabe nem assinar o nome. "Minha loucura é ver esse garoto com um diploma na mão", sonha o avô, que aprendeu a ler pelo que ele chama de professor mundo. O professor Antônio Ibañez, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), concorda com os dois. "As crianças têm todos os
instrumentos, cabe aos pais, professores e sociedade não jogar esses talentos fora", argumenta.
Atraso
Não são poucas as causas que levam os brasileiros a terem baixo índice de leitura. Muitos simplesmente não querem. Apenas um adulto alfabetizado em cada três lê livros. O brasileiro médio lê 1,8 livro não-acadêmico por ano, de acordo com dados do último levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL). O número é menos da metade do que se lê nos Estados Unidos ou na Europa.
Além disso, a leitura é desencorajada pelo preço das publicações.
Nas principais livrarias, o livro O Código Da Vinci, sucesso absoluto de vendas, pode ser comprado por R$ 31, pouco menos do que 10% do salário mínimo brasileiro. A média dos livros da escritora Ruth Rocha, uma das maiores
autoras de livros infantis, é R$ 25. Com isso, entramos em um ciclo vicioso: os brasileiros compram poucos livros porque eles são caros, o que provoca uma baixa tiragem, responsável por puxar para cima os preços.
Mas a maior dificuldade está no fato de que a leitura é um hábito difícil de formar. Os brasileiros compraram menos livros em 2004 - 289 milhões - do que em 1991. O quadro fica ainda pior quando olhamos o que as compras do governo
representam nesse montante. De todos os exemplares vendidos em 2004, 135
milhões foram compras institucionais, a maioria de livros didáticos.
E, dos 153 milhões vendidos à população em geral, apenas 51,5 milhões eram da categoria geral, que inclui as ficções, romances, obras literárias, clássico e histórias infantis. Do restante, 56 milhões eram livros didáticos, 16 milhões eram científicos ou profissionais e 28 milhões eram religiosos.
O baixo crescimento da leitura aparece na formação da nossa sociedade. A pesquisa de analfabetismo funcional, do Instituto Paulo Montenegro, o braço social do Ibope, existe desde 2001. Os números mudaram pouco em quatro anos.
Apenas o grupo que está no nível 2 de alfabetismo teve crescimento significativo, passando de 34% para 38%. O nível 1, chamado de rudimentar, porque tem a capacidade de ler títulos e frases isoladas, se manteve na faixa dos 30%, como nos outros anos. Também como em 2001, apenas 26% dos brasileiros estão no grupo dos que apresentam plenas habilidades de
leitura e escrita.
por Erika Klingl
Da equipe do Correio
Fonte: bci-ufscar@yahoogrupos.com.br
Na casa de Maurizan Dias Queiroz , de 5 anos, não há livros. Nem uma Bíblia ou uma revista de histórias em quadrinhos. Seus avós, Doralice Gomes de Oliveira, de 64, e Sebastião Queiroz de Oliveira, de 63, nunca foram à escola. Os pais do enino, que mora na Vila Estrutural, passam o dia no lixão, de onde tiram, em uma boa semana de coleta, R$ 60. A história
de Maurizan está longe de ser única. Ele faz parte de um exército de brasileiros distantes dos livros, do letramento e de todo o universo mágico que só a leitura proporciona.
No Brasil, a categoria dos "sem-livro" é maior que a dos sem-teto ou dos sem-terra. Somos uma população que não lê. Nada menos que 75% dos brasileiros não dominam o exercício da leitura, um número que inclui os analfabetos absolutos - sem qualquer habilidade de leitura e escrita - e os 68% considerados analfabetos funcionais, que têm dificuldades para compreender e interpretar textos. "São pessoas que até conseguem decodificar uma palavra ou frase mas não vão além do significado restrito", explica Márcia Elizabeth Bortone, professora da Universidade de Brasília (UnB). De acordo com a educadora, boa parte da culpa dessa incapacidade de interpretar o que está escrito e entrar no mundo da história é, justamente, a falta de intimidade com a leitura.
Naturalmente, sem livros em casa, não há como se desenvolver essa intimidade. E vale destacar que, quanto mais cedo, melhor para formar um futuro devorador de livros. Maurizan, por exemplo, está em uma ótima idade para ser apresentado ao mundo da Turma da Mônica, dos príncipes e princesas ou de outros personagens da literatura infantil.
"Meu neto vai ser doutor", aposta a avó do menino, que não sabe nem assinar o nome. "Minha loucura é ver esse garoto com um diploma na mão", sonha o avô, que aprendeu a ler pelo que ele chama de professor mundo. O professor Antônio Ibañez, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), concorda com os dois. "As crianças têm todos os
instrumentos, cabe aos pais, professores e sociedade não jogar esses talentos fora", argumenta.
Atraso
Não são poucas as causas que levam os brasileiros a terem baixo índice de leitura. Muitos simplesmente não querem. Apenas um adulto alfabetizado em cada três lê livros. O brasileiro médio lê 1,8 livro não-acadêmico por ano, de acordo com dados do último levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL). O número é menos da metade do que se lê nos Estados Unidos ou na Europa.
Além disso, a leitura é desencorajada pelo preço das publicações.
Nas principais livrarias, o livro O Código Da Vinci, sucesso absoluto de vendas, pode ser comprado por R$ 31, pouco menos do que 10% do salário mínimo brasileiro. A média dos livros da escritora Ruth Rocha, uma das maiores
autoras de livros infantis, é R$ 25. Com isso, entramos em um ciclo vicioso: os brasileiros compram poucos livros porque eles são caros, o que provoca uma baixa tiragem, responsável por puxar para cima os preços.
Mas a maior dificuldade está no fato de que a leitura é um hábito difícil de formar. Os brasileiros compraram menos livros em 2004 - 289 milhões - do que em 1991. O quadro fica ainda pior quando olhamos o que as compras do governo
representam nesse montante. De todos os exemplares vendidos em 2004, 135
milhões foram compras institucionais, a maioria de livros didáticos.
E, dos 153 milhões vendidos à população em geral, apenas 51,5 milhões eram da categoria geral, que inclui as ficções, romances, obras literárias, clássico e histórias infantis. Do restante, 56 milhões eram livros didáticos, 16 milhões eram científicos ou profissionais e 28 milhões eram religiosos.
O baixo crescimento da leitura aparece na formação da nossa sociedade. A pesquisa de analfabetismo funcional, do Instituto Paulo Montenegro, o braço social do Ibope, existe desde 2001. Os números mudaram pouco em quatro anos.
Apenas o grupo que está no nível 2 de alfabetismo teve crescimento significativo, passando de 34% para 38%. O nível 1, chamado de rudimentar, porque tem a capacidade de ler títulos e frases isoladas, se manteve na faixa dos 30%, como nos outros anos. Também como em 2001, apenas 26% dos brasileiros estão no grupo dos que apresentam plenas habilidades de
leitura e escrita.
por Erika Klingl
Da equipe do Correio
Fonte: bci-ufscar@yahoogrupos.com.br
Ministério da Cultura vai instalar bibliotecas públicas em 404 municípios
O programa de bibliotecas públicas do Ministério da Cultura
deverá beneficiar moradores de 404 municípios brasileiros até o
final deste ano. Os prefeitos dos municípios que até agora não
tinham bibliotecas públicas receberam hoje, na Biblioteca Nacional,
no Rio de Janeiro, a entrega simbólica de kits distribuídos pelo
Ministério da Cultura, que vão permitir a instalação dessas
unidades, conforme noticia a Radiobrás.
Os kits são compostos por computador, televisores de 29 polegadas,
videocassete, aparelho de som e de DVD, circuladores de ar, 2 mil
livros, além do mobiliário necessário para uma biblioteca de porte.
De acordo com a coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas (SNBP) do Ministério, Ilce Cavalcanti, o material está
sendo montado e as primeiras prefeituras devem receber os kits em
julho. A estimativa, segundo ela, é que até o final de 2006 todas as
prefeituras contempladas tenham condições de colocar as bibliotecas
em funcionamento. O investimento do Ministério foi de R$ 22 milhões.
Disponível em:
http://www.estadao.com.br/arteelazer/letras/noticias/2006/jun/06/342.
htm
Acessado em: 11 jun. 2006
deverá beneficiar moradores de 404 municípios brasileiros até o
final deste ano. Os prefeitos dos municípios que até agora não
tinham bibliotecas públicas receberam hoje, na Biblioteca Nacional,
no Rio de Janeiro, a entrega simbólica de kits distribuídos pelo
Ministério da Cultura, que vão permitir a instalação dessas
unidades, conforme noticia a Radiobrás.
Os kits são compostos por computador, televisores de 29 polegadas,
videocassete, aparelho de som e de DVD, circuladores de ar, 2 mil
livros, além do mobiliário necessário para uma biblioteca de porte.
De acordo com a coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas (SNBP) do Ministério, Ilce Cavalcanti, o material está
sendo montado e as primeiras prefeituras devem receber os kits em
julho. A estimativa, segundo ela, é que até o final de 2006 todas as
prefeituras contempladas tenham condições de colocar as bibliotecas
em funcionamento. O investimento do Ministério foi de R$ 22 milhões.
Disponível em:
http://www.estadao.com.br/arteelazer/letras/noticias/2006/jun/06/342.
htm
Acessado em: 11 jun. 2006
ONG pede na Justiça permissão para a reprodução de livros
O Instituto de Direito do Comércio Internacional e Desenvolvimento,
organização não-governamental (ONG) brasileira, ajuizou na semana
passada uma ação civil pública na Justiça paulista contra a
Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). A ONG quer
conseguir na Justiça a permissão para que estudantes e professores
universitários possam reproduzir parcialmente livros acadêmicos.
De acordo com o instituto, desde 2004 a ABDR vem implementando, em
todo território nacional, inúmeras atividades com o objetivo de
suprimir, total e absolutamente, os direitos dos estudantes e
professores brasileiros de reproduzir parcialmente obras protegidas
para fins educacionais, pesquisas acadêmicas e docência. "Desde
então, o ato de fotocopiar passou a ser nivelado a uma infração
penal gravíssima, e os professores e estudantes passaram a serem
vistos como piratas", alega a entidade na ação.
A ABDR, que tem cerca de 90% das editoras de livros universitários
como associados, ainda não foi notificada da ação. Mas o advogado da
associação, Dalton Morato, diz que a reprodução parcial da forma
como acontece no Brasil é proibida por lei. Isso porque, segundo
Morato, não é proibido fotocopiar, mas o intuito de lucro nas
fotocópias é proibido por lei. A associação promove hoje 18 ações em
todo o território nacional contra universidades que permitem os
centros de fotocópias que lucram com as obras alheias. A
jurisprudência ainda é praticamente inexiste e, segundo Morato, há
apenas uma sentença de mérito, datada de 2001, da Justiça do Ceará.
Morato diz que a entidade não quer limitar o acesso aos livros
acadêmicos, mas por outro lado diz que o mercado das editoras
universitárias encolheu muito. Livros-texto são lançados hoje com
uma tiragem que não excede os 1.500 exemplares. A ABDR diz que já
tentou fazer parcerias com os centros de fotocópias das
universidades, cobrando um percentual a título de direitos autorais
de cada fotocópia, mas a parceria não deu certo. A tentativa agora é
um projeto chamado Portal do Livro, em que os estudantes vão poder
imprimir capítulos de livros que os interessem pagando parte dos
direitos autorais. De acordo com Morato, os livros já foram
digitalizados pela editora.
Disponível em: http://www.cbl.com.br/news.php?recid=3846
Acessado em: 11 jun. 2006
Fonte: bci-ufscar@yahoogrupos.com.br
organização não-governamental (ONG) brasileira, ajuizou na semana
passada uma ação civil pública na Justiça paulista contra a
Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). A ONG quer
conseguir na Justiça a permissão para que estudantes e professores
universitários possam reproduzir parcialmente livros acadêmicos.
De acordo com o instituto, desde 2004 a ABDR vem implementando, em
todo território nacional, inúmeras atividades com o objetivo de
suprimir, total e absolutamente, os direitos dos estudantes e
professores brasileiros de reproduzir parcialmente obras protegidas
para fins educacionais, pesquisas acadêmicas e docência. "Desde
então, o ato de fotocopiar passou a ser nivelado a uma infração
penal gravíssima, e os professores e estudantes passaram a serem
vistos como piratas", alega a entidade na ação.
A ABDR, que tem cerca de 90% das editoras de livros universitários
como associados, ainda não foi notificada da ação. Mas o advogado da
associação, Dalton Morato, diz que a reprodução parcial da forma
como acontece no Brasil é proibida por lei. Isso porque, segundo
Morato, não é proibido fotocopiar, mas o intuito de lucro nas
fotocópias é proibido por lei. A associação promove hoje 18 ações em
todo o território nacional contra universidades que permitem os
centros de fotocópias que lucram com as obras alheias. A
jurisprudência ainda é praticamente inexiste e, segundo Morato, há
apenas uma sentença de mérito, datada de 2001, da Justiça do Ceará.
Morato diz que a entidade não quer limitar o acesso aos livros
acadêmicos, mas por outro lado diz que o mercado das editoras
universitárias encolheu muito. Livros-texto são lançados hoje com
uma tiragem que não excede os 1.500 exemplares. A ABDR diz que já
tentou fazer parcerias com os centros de fotocópias das
universidades, cobrando um percentual a título de direitos autorais
de cada fotocópia, mas a parceria não deu certo. A tentativa agora é
um projeto chamado Portal do Livro, em que os estudantes vão poder
imprimir capítulos de livros que os interessem pagando parte dos
direitos autorais. De acordo com Morato, os livros já foram
digitalizados pela editora.
Disponível em: http://www.cbl.com.br/news.php?recid=3846
Acessado em: 11 jun. 2006
Fonte: bci-ufscar@yahoogrupos.com.br
segunda-feira, 12 de junho de 2006
Observadores de passaros



Pra quem não sabe, a diversidade de espécies de pássaros é tão grande aqui no Brasil, que mesmo numa selva de concreto como São Paulo podemos nos deparar com esta diversidade. O país abriga 1.794 espécies, ou seja, 55% das 3.230 existentes na América do Sul.
Em São Paulo basta abrir a janela do apartamento para se deparar com eles, como eu fiz nas fotografias acima, ontem de manhã... ao ficar observando-os e pensando em liberdade...
"Ser amigo é amar sem limites, como pássaros." (Daniela Regina Vieira)
terça-feira, 6 de junho de 2006
Poema sobre a recusa (Maria Teresa Horta)
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.
Liçoes fraternas 1
"A mentira é ao mesmo tempo suicida (porque morre por si) e assassina (porque destrói algo)"
"temos que transmutar a inveja em admiração"
"quem não tiver pecados que atire a primeira pedra"
"Amor não se explica"
"temos que transmutar a inveja em admiração"
"quem não tiver pecados que atire a primeira pedra"
"Amor não se explica"
Dez motivos para... descobrir uma biblioteca nova

1 Há na cidade 107 bibliotecas...
2 Biblioteca Mário de Andrade possui mais de 3 milhões de obras em suas estantes, incluindo incunábulos, livros rudimentares impressos em meados do século XV
3 Masp, possui 40.000 livros e catálogos, incluindo a primeira edição do Trattato della Pinttura, de Leonardo da Vinci. Para consultas é necessário agendar horário.
4 Biblioteca Monteiro Lobato , a mais antiga infanto-juvenil do país, com 53.000 títulos.
5 Poliglotas: Instituto Goethe, Centro Cultural Árabe-Sírio, Instituto Cervantes, Aliança Francesa, Abadia São geraldo, Biblioteca Patricia Bildner, Centro Brasileiro Britânico, Circolo Italiano e Fundação Japão.
6 Gibiteca Henfil no Centro Cultural São Paulo
7 Biblioteca Jenny Klabin Segall, no Meseu Lasar Segall, conta com 532.000 itens de artes cênicas e ópera.
8 Estações Paraíso e Tatuapé http://www.metro.sp.gov.br/cultura/embarque.shtml
9 Projeto Bosque da Leitura, nos parques.
10 Arquivo Histórico Municipal, com atas da Câmara de 1555, fone 3326-1010
Fonte: Veja São Paulo (7 de junho de 2006) www.vejinha.com.br
segunda-feira, 5 de junho de 2006
Informaçao que da voltas (Juan Manoel Pineda)
Quem disse que os bibliotecários são pessoas obscuras, ignoradas,
que passam a vida em uma biblioteca, sem pena e sem glória?
Vejam que interessante este texto escrito por um bibliotecário
costarriquenho chamado Alvaro Perez:
"Hoje me encontrei com um colega na Biblioteca Carlos Monge Alfaro.
Dizia-me ele que nós, bibliotecários, podemos ganhar dinheiro, pois
lidamos com a informação. Por dinheiro referia-se a uma quantidade
considerável, não uns centavinhos.
"Disse-lhe que escreveria sobre a vida de bibliotecário famosos,
esperando assim encontrar uma relação entre a informação que
manejamos e o que poderíamos ganhar como bibliotecários.
"Desafortunadamente, após a investigação, não apareceram como
bibliotecários pessoas como Bill Gates, Nelson Rockfeller, Howard
Hughes Ford, etc.
"É certo que trabalhamos com informação, mas no mais das vezes não a
vinculamos a conhecimento. O conhecimento, como tal, inclui o
obsoleto e também aquele que faz a diferença entre uma sociedade e
outra, entre uma pessoa e outra.
"Na realidade este tema é bastante amplo e prefiro parar aqui. Tudo
é informação, mas informação que se traduza em muito dinheiro, isso
é outra coisa.
"O que têm em comum as seguintes pessoas famosas: Casanova, J. Edgar
Hoover e Mao Tsé-Tung?
Se a resposta for que eles trabalharam anonimamente em algum momento
de suas carreiras, estará parcialmente correta. Em algum momento de
suas vidas eles trabalharam em bibliotecas. São bibliotecários
famosos, ainda que não como bibliotecários.
"Os bibliotecários são especialistas em localizar, adquirir e
armazenar e recuperar informação, mas não é isso o que fazem todos
os dias? Muita gente famosa trabalhava em biblioteca ou estava
relacionada com sua implantação e desenvolvimento.
"Casanova atuou por 13 anos como bibliotecário no castelo do Conde
Waldstein, na Boêmia, provavelmente baseado no lema de que 'os
bibliotecários são apaixonados por novelas'.
"Hoover trabalhou como catalogador da Biblioteca do Congresso por
cinco anos antes de se transferir para seu emprego mais conhecido,
de diretor do FBI.
"Mao passou um tempo na seção de periódicos da biblioteca da
Universidade de Beijing antes de ser presidente do Partido Comunista
Chinês.
"Os livros têm sido vistos como fontes de idéias perigosas. As
longas horas que Marx passou na biblioteca do Museu Britânico são um
recorde (visto em número de horas). Esse é um exemplo da influência
do bibliotecário e da biblioteca na área política.
"Engels, colaborador de Marx, também trabalhou em bibliotecas.
"Antonio Panizzi, político italiano exilado na Inglaterra, chegou a
ser bibliotecário-chefe da biblioteca do museu Britânico. De volta à
Itália, foi senador.
"As bibliotecárias servem de ilustração para dizer que atrás de um
grande homem há uma grande mulher.
"Nadezhda Krupskaia fundou o sistema bibliotecário soviético. Além
disso, escreveu e fez palestras sobre a importância das bibliotecas
e da leitura na sociedade socialista. Foi uma figura importante na
Revolução Russa, além de esposa de Lenin.
"Também famosa foi Golda Meir, bibliotecária em uma biblioteca
pública em Milwualkee e em seguida primeira-ministro de Israel.
"O novelista inglês John Briane também foi bibliotecário em uma
biblioteca pública.
"Jorge Luis Borges, que bem merecera o Prêmio Nobel de Literatura,
trabalhou como bibliotecário até ser despedido pela ditadura Perón.
Mais tarde foi nomeado diretor da biblioteca nacional de seu país
(Argentina).
"Outras figuras importantes a citar: o novelista sueco August
Strindberg, o multitalentoso Goethe e os irmãos Grimm. O compositor
francês Berlioz (30 anos no Conservatório da Biblioteca de Paris) é
o melhor bibliotecário artista conhecido.
"E o que dizer da Igreja?
"São Benedito foi importante no desenvolvimento de bibliotecas
monásticas, começando com a de Monte Cassino. Mas ele não estava só:
ao menos seis papas trabalharam em bibliotecas: Marcelo II (1555),
Nicolás V (1447-55), Paulo V (1605-21), Pio II (1458-64), Pio VII
(1800-23) e Pio XI (1922-39).
"Os filósofos Hume e Kant eram bibliotecários. Alexander
Solzhenitsyn foi bibliotecário na prisão, enquanto cumpria sua
sentença por criticar Stalin."
___________________________________
Juan Manoel Pineda, bibliotecário referencista do Instituto
Universitário de Córdoba, Argentina
Tradução de Elieser Marques
(Fonte: http://www.library.usina.edu.au/papers/famouslb.htm)
(Divulgado por Lener Galinari)
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." (Cora Coralina)
Para participar da lista, envie um e-mail para bci-ufscar@yahoogrupos.com.br
"Visite o site http://www.ufscar.br/~dci"
que passam a vida em uma biblioteca, sem pena e sem glória?
Vejam que interessante este texto escrito por um bibliotecário
costarriquenho chamado Alvaro Perez:
"Hoje me encontrei com um colega na Biblioteca Carlos Monge Alfaro.
Dizia-me ele que nós, bibliotecários, podemos ganhar dinheiro, pois
lidamos com a informação. Por dinheiro referia-se a uma quantidade
considerável, não uns centavinhos.
"Disse-lhe que escreveria sobre a vida de bibliotecário famosos,
esperando assim encontrar uma relação entre a informação que
manejamos e o que poderíamos ganhar como bibliotecários.
"Desafortunadamente, após a investigação, não apareceram como
bibliotecários pessoas como Bill Gates, Nelson Rockfeller, Howard
Hughes Ford, etc.
"É certo que trabalhamos com informação, mas no mais das vezes não a
vinculamos a conhecimento. O conhecimento, como tal, inclui o
obsoleto e também aquele que faz a diferença entre uma sociedade e
outra, entre uma pessoa e outra.
"Na realidade este tema é bastante amplo e prefiro parar aqui. Tudo
é informação, mas informação que se traduza em muito dinheiro, isso
é outra coisa.
"O que têm em comum as seguintes pessoas famosas: Casanova, J. Edgar
Hoover e Mao Tsé-Tung?
Se a resposta for que eles trabalharam anonimamente em algum momento
de suas carreiras, estará parcialmente correta. Em algum momento de
suas vidas eles trabalharam em bibliotecas. São bibliotecários
famosos, ainda que não como bibliotecários.
"Os bibliotecários são especialistas em localizar, adquirir e
armazenar e recuperar informação, mas não é isso o que fazem todos
os dias? Muita gente famosa trabalhava em biblioteca ou estava
relacionada com sua implantação e desenvolvimento.
"Casanova atuou por 13 anos como bibliotecário no castelo do Conde
Waldstein, na Boêmia, provavelmente baseado no lema de que 'os
bibliotecários são apaixonados por novelas'.
"Hoover trabalhou como catalogador da Biblioteca do Congresso por
cinco anos antes de se transferir para seu emprego mais conhecido,
de diretor do FBI.
"Mao passou um tempo na seção de periódicos da biblioteca da
Universidade de Beijing antes de ser presidente do Partido Comunista
Chinês.
"Os livros têm sido vistos como fontes de idéias perigosas. As
longas horas que Marx passou na biblioteca do Museu Britânico são um
recorde (visto em número de horas). Esse é um exemplo da influência
do bibliotecário e da biblioteca na área política.
"Engels, colaborador de Marx, também trabalhou em bibliotecas.
"Antonio Panizzi, político italiano exilado na Inglaterra, chegou a
ser bibliotecário-chefe da biblioteca do museu Britânico. De volta à
Itália, foi senador.
"As bibliotecárias servem de ilustração para dizer que atrás de um
grande homem há uma grande mulher.
"Nadezhda Krupskaia fundou o sistema bibliotecário soviético. Além
disso, escreveu e fez palestras sobre a importância das bibliotecas
e da leitura na sociedade socialista. Foi uma figura importante na
Revolução Russa, além de esposa de Lenin.
"Também famosa foi Golda Meir, bibliotecária em uma biblioteca
pública em Milwualkee e em seguida primeira-ministro de Israel.
"O novelista inglês John Briane também foi bibliotecário em uma
biblioteca pública.
"Jorge Luis Borges, que bem merecera o Prêmio Nobel de Literatura,
trabalhou como bibliotecário até ser despedido pela ditadura Perón.
Mais tarde foi nomeado diretor da biblioteca nacional de seu país
(Argentina).
"Outras figuras importantes a citar: o novelista sueco August
Strindberg, o multitalentoso Goethe e os irmãos Grimm. O compositor
francês Berlioz (30 anos no Conservatório da Biblioteca de Paris) é
o melhor bibliotecário artista conhecido.
"E o que dizer da Igreja?
"São Benedito foi importante no desenvolvimento de bibliotecas
monásticas, começando com a de Monte Cassino. Mas ele não estava só:
ao menos seis papas trabalharam em bibliotecas: Marcelo II (1555),
Nicolás V (1447-55), Paulo V (1605-21), Pio II (1458-64), Pio VII
(1800-23) e Pio XI (1922-39).
"Os filósofos Hume e Kant eram bibliotecários. Alexander
Solzhenitsyn foi bibliotecário na prisão, enquanto cumpria sua
sentença por criticar Stalin."
___________________________________
Juan Manoel Pineda, bibliotecário referencista do Instituto
Universitário de Córdoba, Argentina
Tradução de Elieser Marques
(Fonte: http://www.library.usina.edu.au/papers/famouslb.htm)
(Divulgado por Lener Galinari)
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." (Cora Coralina)
Para participar da lista, envie um e-mail para bci-ufscar@yahoogrupos.com.br
"Visite o site http://www.ufscar.br/~dci"
Assinar:
Postagens (Atom)
