segunda-feira, 12 de março de 2012

São Paulo, 12 março de 2012. Dia do Bibliotecário.

Dificilmente alguma pessoa, um não bibliotecário irá saber que 12 de março é dia do bibliotecário.
Se sabe, por algum motivo, sua esposa é bibliotecária, ou é um político, cujo assessor o alertou para tal data, em virtude de seu público específico, ou algum empresário, ou dono de uma livraria.
É tal data, não é muito conhecida. Afinal de contas, ainda existe aquela pergunta:
- Biblio o quê? Precisa de faculdade pra isto?
Poderíamos mudar o nome para "feliz dia do profissional da informação", este ser interdisciplinar, de uma das profissões mais antigas da humanidade, comprometido em "preservar o cunho liberal e humanista da profissão de bibliotecário, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade humana". Recordam-se deste juramento?
Nós, bibliotecárias (os), sempre preocupados em disponibilizar a informação precisa e eficaz.
Hoje, ganhei meu dia, ao ganhar um feliz dia dos bibliotecários logo pela manhã, no escritório.
Hoje, ganhei meu dia, ao final do dia, entregando um livro com uma informação precisa após um telefone com uma dúvida e ganhar um: "nossa que rápido".
Eu não sou aquela bibliotecária por trás dos livros empoeirados, apesar de amar os livros antigos, sou como centenas de bibliotecários, apenas preocupados em fornecer informação "fresca" com um pouquinho de conhecimento, preocupados em tornar acessível a informação e de fácil localização.
Enfim, ser bibliotecário é amar o conhecimento.

Amanhã eu posto a frase que me enviaram sobre o dia do bibliotecário.


domingo, 11 de março de 2012

São Paulo, 11 de março de 2012 - Sampa bikers Mulher

A bibliotecária que ama pedalar comemorou o dia internacional da Mulher em um passeio pelas ruas do centro de São Paulo, muito alegre e relaxante.
A taxa de inscrição foi a doação de produtos de higiene pessoal, maquiagem e bijuterias que posteriormente serão enviados à Fundação Francisca Franco (instituição que atende mulheres que foram vítimas de violência doméstica).
As ciclistas distribuíram rosas na esquina mais famosa, da Ipiranga com a São João e beberam água de coco.
O passeio encerrou com sorteios, no qual a bibliotecária aqui foi premiada...


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Projeto de Lei 31331/42 – Direito Autoral

O PL do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) propõe uma adaptação da legislação atual ao mundo Hi-Tech, o mundo conectado ao qual vivemos hoje mudou completamente nosso comportamento em relação ao uso de informação.
Não será crime, segundo a proposta a reprodução (incluindo meios eletrônicos) sem fins comerciais de obras, se estas forem para fins educacionais.
Então as bibliotecas e centros de documentação poderão colocar à disposição de seu público para pesquisa tais obras.
No que se refere ao uso privado, que ao meu ver é mais delicado, a proposta prevê que não será crime a cópia desde que não seja para uso comercial e seja entre amigos.
Agora é só aguardar a análise da câmara sabermos os próximos episódios.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Obras de traduções espúrias no programa de distribuição de livros da Biblioteca Nacional??

Obrigada, denise bottmann, pelo comentário aqui em meu blog, espaço este destinado geralmente as minhas indignações diante de tantas atitudes sem sentido em nosso país.
Como você disse, recordei-me do quanto fiquei feliz sabendo do programa de distribuição de livros da FBN e agora esta notícia de que não cabe a biblioteca verificar tal integridade destes livros distribuídos muito me assusta.
Ou talvez, não me espante tanto, pois aqui em nosso país é mais importante a publicidade do que estamos fazendo do que a qualidade de nosso produto final.
Até onde tenho notícias, que me enfurecem muito, são relacionadas a situação dos livros antigos na Biblioteca Nacional. Espero que já tenham resolvido, as infiltrações, o baixo salário pagos aos bibliotecários que cuidam da maior biblioteca do país, que no mínimo deveriam ganham como os bibliotecários do senado. 
Não vou me esquecer de citar aqui também o descaso no qual se encontrava a Biblioteca Mário de Andrade e até que enfim a reformaram, mostrando interesse em preservar nosso patrimônio cultural.
Quando todos políticos tiverem interesse em investir em cultura, talvez o Brasil seja o tão sonhado país de primeiro mundo.
A cultura é fundamental para afastar nossos jovens das drogas, da violência que nos cerca diariamente.
Infelizmente o que vemos no geral é descaso com a cultura e educação, os profissionais desta área acabam trabalhando por amor ou por falta de opção, do tipo não consegui algo melhor, então vou dar aula.


Para saber mais sobre as suspeitas de plágio:
http://naogostodeplagio.blogspot.com/
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/21/programa-da-fbn-inclui-obras-suspeitas-de-plagio




domingo, 15 de janeiro de 2012

Será o fim das bibliotecas?

Após ler o artigo no Estadão "Editoras travam “guerra do e-book” com bibliotecas", do dia 25/12/2011 é claro que o primeiro pensamento que veio a tona foi de que esta guerra era o início de uma tentativa de acabar com as bibliotecas, dificultar o acesso a informação.
É claro, que temos que pagar por informação, mas tratado-se da biblioteca que compra um e-book e o empresta a seus usuários, está cumprindo seu papel na sociedade, logo, se formato preferido agora é o digital temos que dar acesso para nossos usuários a este formato.
Acredito que cobrar pelo número de acesso aos e-books é um caminho para o acordo entre bibliotecas e editoras, mas a questão é: Qual seria o número "justo"de acessos de um e-book para uma biblioteca? É claro que este seria diferente, variando de acordo com a realidade social de cada região, país.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

São Paulo, 23 de dezembro de 2011.

Talvez o poeta necessite morrer para sentir-se amado.
Deixar o material para sentir-se desejado.
Jogar todas poesias que o deixaram libertado.
Por que ser livre quando no fundo quer ser preso?
Preso em suas pernas demasiado.
Preso em seus beijos demorados.
Quando o amor deixará de ser tão intenso
quanto esta dor?
A maior culpa do poeta é sentir-se eternamente
apaixonado.

domingo, 18 de dezembro de 2011

São Paulo, 18 de dezembro de 2011

(foto: Ciclistas na Avenida Paulista - 11/12/2011)

O ano de 2011 está por um fio e se formos pensar no próximo ano, podemos pensar no calendário maia e tantas outras profecias que estão logo ali.
O fato é que fim de ano é sempre a mesma coisa, fazemos o balanço e sempre falamos no próximo ano farei tal coisa...
Mas, e se o próximo ano fosse realmente o último?
Que faríamos?
A impressão que tenho é de sempre deixarmos algo para as futuras gerações.
Um amigo me disse:
"Ser sustentável é algo que ficará para as próximas gerações, não dá para ser sustentável."
Até concordo em termos, que ser sustentável ao pé-da-letra é super difícil e nosso país principalmente não nos dá muitas opções.
Ações simples como não jogar o lixo na rua podem ser uma maratona (até você encontrar uma lixeira), por exemplo.
Respeitar o próximo no trânsito é algo que um dia espero que chegue, embora, acho que ficará para depois do apocalipse. Motorista não respeita pedestre e outros motoristas, pedestre que pula na frente do carro, carros que não sabem conviver com ciclistas e ciclistas e não respeitam os pedestres, motoqueiros que não se respeitam entre sim e todos sabem como é o desrespeito mútuo, onde todos sempre querem tirar vantagem e se acham especiais, se se achando melhor que outro. Por isto que às vezes dá vontade de chorar!
Falando em chorar o mundo deve estar prestes a acabar mesmo, pois está ficando muito louco, pessoas cometendo crimes dignos de Roma Antiga...
Enfim, em tempos de internet, os bibliotecários, guardiões do conhecimento, assistem a explosão de informação e de acontecimentos.
Eu, como bibliotecária, sinto sofrer de ansiedade de informação, mas nestes dias, queria eu não ver tais "informações"....