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terça-feira, 21 de junho de 2016

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2016.

Após um longo tempo sem escrever, resolvi retomar o blog, com pelo menos um post por mês, pensei em fazer outro blog, mas este que começou com desabafos e poesias, há mais de 10 anos atrás faz parte de minha vida, de meu crescimento, reflete os momentos profissionais e pessoais de uma simples bibliotecária que saiu do interior, viajou e vive em constante mutação, porque assim é a vida, somos seres em transformação.
Assim, nos últimos meses após intensas horas de trabalho, resolvi fazer uma cirurgia na gengiva e desembarcar no Rio de Janeiro, durante a semana que deveria ser de repouso para um Curso no INPI, de Propriedade Intelectual para Bibliotecários. Um curso que eu recomendo a todos bibliotecários e bibliotecárias que trabalham em universidades e centros de informação em indústrias. A importância do trabalho de um profissional de informação no auxílio a busca de bases de dados em patentes e sua relação com inovação.
O curso é realizado durante uma semana, gratuito e possui carga horária de 20 horas é ótimo para aqueles profissionais que precisam se aprofundar no universo da Propriedade Intelectual e nos ensina a pensar no desenvolvimento de produtos e serviços de informação neste contexto.
Aos interessados recomendo que fiquem de olho no site: http://www.inpi.gov.br/links-destaques/sobre/agenda-de-cursos

Museu do Amanhã

Museu do Amanhã

Museu do Amanhã

Real Gabinete Português de Leitura




domingo, 9 de setembro de 2012

PLC 28/2012

Bibliotecários e bibliotecárias do Brasil, acordem!!!

Enquanto isto no Senado em votação um projeto para alterar a lei de um bibliotecário para cada biblioteca:


Da COMISSÃO DE EDUCAÇÃO, CULTURA E

ESPORTE, em decisão terminativa, sobre o

Projeto de Lei da Câmara nº 28, de 2012 (Projeto

de Lei nº 3.044, de 2008, na Casa de origem), do

Deputado Sandes Júnior, que

altera a Lei nº

9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Lei de

Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para

instituir a obrigatoriedade de criação e

manutenção de bibliotecas escolares em todas as

instituições públicas de ensino.

RELATOR: Senador CÁSSIO CUNHA LIMA

Leia na íntegra:

http://www6.senado.gov.br/mate-pdf/113145.pdf



Sem comentários.

segunda-feira, 12 de março de 2012

São Paulo, 12 março de 2012. Dia do Bibliotecário.

Dificilmente alguma pessoa, um não bibliotecário irá saber que 12 de março é dia do bibliotecário.
Se sabe, por algum motivo, sua esposa é bibliotecária, ou é um político, cujo assessor o alertou para tal data, em virtude de seu público específico, ou algum empresário, ou dono de uma livraria.
É tal data, não é muito conhecida. Afinal de contas, ainda existe aquela pergunta:
- Biblio o quê? Precisa de faculdade pra isto?
Poderíamos mudar o nome para "feliz dia do profissional da informação", este ser interdisciplinar, de uma das profissões mais antigas da humanidade, comprometido em "preservar o cunho liberal e humanista da profissão de bibliotecário, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade humana". Recordam-se deste juramento?
Nós, bibliotecárias (os), sempre preocupados em disponibilizar a informação precisa e eficaz.
Hoje, ganhei meu dia, ao ganhar um feliz dia dos bibliotecários logo pela manhã, no escritório.
Hoje, ganhei meu dia, ao final do dia, entregando um livro com uma informação precisa após um telefone com uma dúvida e ganhar um: "nossa que rápido".
Eu não sou aquela bibliotecária por trás dos livros empoeirados, apesar de amar os livros antigos, sou como centenas de bibliotecários, apenas preocupados em fornecer informação "fresca" com um pouquinho de conhecimento, preocupados em tornar acessível a informação e de fácil localização.
Enfim, ser bibliotecário é amar o conhecimento.

Amanhã eu posto a frase que me enviaram sobre o dia do bibliotecário.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

São Paulo, 26 de agosto de 2011

O convite para a plenária em SC: Pacto pela Biblioteconomia Brasileira, tem gerado muitas discussões na lista BCI-UFSCar e não é para menos.
Desde que entrei na Federal (1997), a discussão existe, fui atraída pela carreira de "Ciência da Informação"
(assim constava no Manual do Candidato da época, Fuvest) e descobri "a crise existencial do bibliotecário", a qual já devo ter mencionado várias vezes neste blog.
Está na hora de tomarmos um rumo nesta história, o Sinbiesp já avançou na discussão e agora cientistas da informação, documentalistas, arquivistas, historiadores, auxiliares de bibliotecas e de centros de documentação podem usufrir dos benefícios que poucos bibliotecários que fazem parte do Sinbiesp lutaram para conquistar.
Somos todos profissionais da informação na Era da Informação e do Conhecimento.

terça-feira, 12 de julho de 2011

São Paulo, 12 de julho de 2011

No último dia 30 de junho, foi realizada a Assembléia do Sindicato dos Bibliotecários do Estado de São Paulo  e fiquei decepcionada ao ver tão poucos bibliotecários presentes.
Recordei que há dias atrás muitos bibliotecários lotaram o MASP durante o evento, Prêmio Laura Russo e me indaguei:
Será que os bibliotecários só estão interessados em um coquetel e clima de festa?
Será que nenhum bibliotecário fica revoltado ao ver editais de concursos com salários de R$ 1.200,00?
Sei lá, sei lá, só sei que eu como bibliotecária e empresária sei que somos uma classe desunida e passiva, reflexo da maioria do povo brasileiro, que não se revolta quando paga 40% de impostos, com tantos nomes distintos, sem saber qual destino real de seu dinheiro "suado".



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

São Paulo, 10 de dezembro de 2010.

Vida de bibliotecária não é fácil!
Quem pensa que bibliotecários passam o dia inteiro "escondidos" atrás das estantes, limpando os livros, está totalmente enganado.
Meu telefone toca o dia inteiro, respondi e-mail diariamente durante minhas férias em novembro em Buenos Aires.
Em meio a esta confusão chegaram os exemplares da antologia na qual participei e fui convidada para integrar a chapa do Sinbiesp.
Estou cansada de ver os bibliotecários com problema de auto-estima... rs
Mas, o que fazer quando o próprio ser não se valoriza?
Quantos bibliotecários somos atualmente no estado de SP?
Quantos bibliotecários contribuem para seu Sindicato (Sinbiesp)? 10%?
É triste a situação, talvez por falta de informação (quem diria...rs), talvez por comodismo, sei lá, só sei que demorou pra cair minha ficha.
Precisamos nos valorizar, ser mais presentes!

Acima foto da SADE Buenos Aires

quinta-feira, 3 de junho de 2010

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pergunte se a biblioteca municipal da cidade de Riversul tem bibliotecário?
Pergunte pra onde vão as verbas principalmente de educação e de projetos de biblioteca?
Pergunte pra onde foram os livros enviados as bibliotecas?
Não, não pergunte, nada, senão irá entrar em depressão (sempre fico deprê depois do jornal).


São Paulo, 22 de julho de 2009.

Um "golpe na biblioteconomia" ou o "curso de especialização em gestão de bibliotecas públicas" são títulos de e-mails que circularam nos últimos dias na rede e com certeza ainda vão circular um pouquinho, mas eu fico a me perguntar de que adiantará?
Vamos, sejamos realistas, bibliotecários não são seres revolucionários, rebeldes, que lutariam por algo. O que somos? Não passamos de profissionais acomodados dentro de nossas bibliotecas ou centros de informação.
Vejo diariamente não só professores, historiadores, mas jornalistas e principalmente analistas de sistemas ocupando lugares que poderiam ser ocupados por bibliotecários, os profissionais da informação. Profissionais da informação sim, bibliotecários não, estes foram extintos com o avanço da tecnologia, na era do conhecimentos.
Se vão ofecerer um curso de pós com disciplinas básicas da graduação para professores, que bom, pois ainda vão ter uma base da parte técnica que nos cabe, quanto a gestão, vocês sabem que em nosso meio a maioria ainda é técnica e poucos são os gestores.
Fico pensando que talvez o rumo será a pós em Ciência da Informação para trabalhar na área, com informação em alguma área específica na qual você já fez a graduação.
Será que isto funcionará no Brasil?
Voltando ao presente, qual a posição de nosso Conselho de Biblioteconomia com relação a isto?
Do Sindicato?
Pois em breve não terão mais bibliotecários para pagar as anuidades ou será que já estão pensando em admitir profissionais com graduação em qualquer área?
E por que tão poucos bibliotecários assinaram o Manifesto em Defesa da Biblioteca Escolar?
Termino voltando ao princípio... sem luta, assistindo o incêndio...


domingo, 29 de março de 2009

São Paulo, 29 de março de 2009.

A bibliotecária deste blog agora tem 31 anos, que soy yo, no auge de meu stress em busca da construção e consolidação profissional e amorosa.
A ideologia continua gritando forte dentro de meu intímo, mas o desejo de ter abafou a ideologia por amor.
E como diria Cazuza: "e aquele garoto que queria mudar o mundo, mudar o mundo..." E aquela garota que queria mudar o mundo agora é uma empresária capitalista, que sente na pele o peso da burocracia e da alta carga tributária brasileira.
Vocês sabiam que se contratarem um profissional com salário de R$ 2.000,00, o mesmo custa R$ 4.000,00 e isto não é lenda?
E que "atividades de arquivos e bibliotecas" não se enquadram no simples?
E que o tempo passa e os bibliotecários continuam em crise existencial? rs
O fato é que agora tenho 31 anos e parece que foi ontem que eu entrei na UFSCar, me apaixonei pela Ciência da Informação, conheci amigos e vivia alguns sonhos...

domingo, 27 de abril de 2008

São Paulo, 27 de abril de 2008.

É verdade que meu blog anda abandonado, mas vocês imaginam como é a vida de uma bibliotecária, agora aos 30 anos, isso mesmo, 30, a crise dos quase 30 já era, agora é real, 30 anos, trabalhando horrores, estudando horrores e ainda assim sempre com um tempo para namorar, se divertir com os amigos.
No meio de uma reunião de amigos, bibliotecárias, pegam a prova do último concurso e discutem a AACR2... argh! CDD! Ó céus, é de comer?
A situação acima sempre acontece em minha casa, é engraçado, ter 30 anos, 8 anos atuando na área, estudando, discordando.
E com 30 anos, venci um medo bobo, hoje estive no meu exame de faixa no Kung Fu. Eu sempre corria de todos exames de artes marciais, por pura vergonha. É claro, que as pernas tremiam, fiquei nervosa, errei, mas faz parte do jogo, da vida, aprender, vencer os medos, estou me sentindo bem melhor assim.

quarta-feira, 12 de março de 2008

São Paulo, 12 de março de 2008 - Feliz Dia do Bibliotecário pra você também!


Dia do bibliotecário: na realidade, lembrei porque recebi um e-mail simpático do contador.

Cheguei em casa e minha amiga e sócia disse:

- Dani, tem um presente pra você!!!

- Presente???? - fiquei me indagando.

- Dia do bibliotecário! Tem um brinde da Modal.

Olha só analistas de sistemas, interessados no dia do bibliotecário, quem diria.

Também damos um pequeno lucro para este segmento do mercado, quero uma base de dados, assim, assado, fazer uma biblioteca virtual...

No dia do bibliotecário, será que eu posso fazer um pedido?

"QUERO UM SISTEMA GPS PARA TODOS OS LIVROS"

Não está longe, pode ser caro, mas como eu desejei isso inúmeras vezes.

Agora estou vivendo uma fase muito mais arquivista, do que bibliotecária, as minha amigas bibliotecárias devem me odiar, quando digo que me apaixonei pela dinâmica dos arquivos empresariais.

Mas confesso, sinto falta dos usuários no balcão de uma biblioteca esperando que você encontre para eles a solução de alguns problemas, ou daqueles bombons, que você ganha por ter encontrado aquele livro fora de catálogo.

De meu bacharelado em Biblioteconomia e Ciência da Informação, para uma especialização em Gestão de Arquivos Empresariais, e outra em Livros Antigos, agora na lista de espera por uma vaga em Sistemas de Informação, vou provando aos poucos o que o ser bibliotecário é por essência interdisciplinar.

Sem o devido reconhecimento, caminhamos em meio a muitas lutas, dos livros queimados na inquisição até o fechamento de algumas bibliotecas públicas numa das cidades mais importantes do país (Vocês devem lembrar, pois o CRB8 até enviou um ofício ao prefeito Kassab). Enfim, não vou falar disto hoje, senão minha pangastrite não me deixará dormir.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Bibliotecario: espécie em extinçao?

Uma ferramenta de organização de fotografias nova no mercado surge em meio aos avanços da tecnologia. O novo software reconhece rostos e organiza suas fotos automacamente. Enquanto isto ouvi boatos sobre a última mesa redonda na USP sobre o dia do bibliotecário, na qual haviam levando a hipótese da extinção dos bibliotecários.

quarta-feira, 21 de março de 2007

A crise dos 29, ou melhor, quase 30

Bibliotecárias já são consideradas uma espécie estranha, não conseguem fugir daquele esteriótipo da velhinha de óculos atrás de um balcão antigo.
Agora, imagine só, uma bibliotecária entrando na crise dos quase 30, imaginando-se a própria velhinha de óculos perdida entre as estantes.
Sou eu, na crise dos quase 30, prestes a fazer 29, o oftalmo me receitou "óculos", nada muito grave, mas confesso que quase não passei no exame médico para renovação da carteira de motorista.
Meus amigos ligam cobrando uma posição sobre a festa, eu confesso, como no ano anterior, estou sem disposição pra fazer uma festa, penso que esta fase de aniversário, nada mais é do que uma data para se refletir na vida, refletir minha carreira profissional, o que nas vésperas faço intensamente e por isto acabo desencanando de festas.
Enfim, assim como os livros envelhecem, nós bibliotecárias envelhecemos, só que os livros se bem conservados passam de geração em geração, séculos, bibliotecárias se bem conservadas, com muitos cremes e os avanços na medicina estética, continuam a espantar os alunos da biblioteca, velhinhas, de óculos, ranzizas, não passam de um século.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Sao Paulo, 12 de março de 2007. Dia do bibliotecario


"Veículo de idéias, que trouxe o passado até o presente, levará o presente ao infinito dos tempos."

Hoje no Brasil é nosso dia, em homenagem ao bibliotecário Manuel Bastos Tigre, um exemplo de profissional interdisciplinar, pisciano (12/3/1882) , foi lider estudantil (encabeçou movimento em prol da obrigatoriedade de ensino) , jornalista, poeta, compositor, teatrólogo, humorista, publicitário, além de engenheiro e bibliotecário. É dele, por exemplo, o slogan da Bayer que correu o mundo, garantindo a qualidade dos produtos daquela empresa:
"Se é Bayer é bom", "Chopp em Garrafa" com Ary Barroso, da Brahma.
Ganhou o Prêmio de Poesias da Academia Brasileira de Letras, com a obra “Meu Bebê”.
Após se formar em engenharia, esteve nos EUA, para fazer um curso de aperfeiçoamento em Eletricidade, onde conheceu o bibliotecário Melvil Dewey, que instituiu o Sistema de Classificação Decimal, este encontro foi decisivo para Manuel Bastos e seu amor aos livros.
Depois de prestar o concurso para bibliotecário, largou a engenharia e foi o primeiro o bibliotecário a atuar por concurso no Brasil no Museu Nacional, depois transferido para Biblioteca Central da Universidade do Brasil, chegou a diretor.
Trabalhou por mais de 20 anos como bibliotecário, recebeu o Prêmio Gutenberg e a Resolução nº 5 de 11 de março de 1958 do Poder Legislativo do Distrito Federal, decretou o Dia do Bibliotecário, 12 de março, data de seu nascimento.

Fontes:
http://www.amigosdolivro.com.br/materias.php?cd_secao=484
http://www.infolegis.com.br/legisprof.htm
http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/bv_destaque.html

Pintura: Giuseppe Arcimboldo

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Que legal, nos temos uma bibliotecaria!

Novo diretor de arte no pedaço e uma grande questão:
- "É você que arruma todos estes livros?"
- "Arrumo os livros, as revistas, faço pesquisa..." - respondeu a bibliotecária
- "Só quem trabalha na Criação, sabe a importância de uma biblioteca, de um profissional que saiba buscar imagens..."

Estive pensando, a maioria das agências de publicidade não possuem bibliotecários, para aquelas que possuem centros de informação, os bibliotecários estão focados mais em informação de planejamento, estratégia, esquecendo-se da área de criação.
Na graduação estudamos Porter e fundamentos de administração, que são úteis na hora que precisamos buscar informações de mercado, mas e quando precisamos buscar uma informação que vai colaborar para o processo de criação de uma peça publicitária?
Construi meu conhecimento, dos fundamentos de administração, bases de dados às noções de fotografia e artes.
A questão é que nós bibliotecários muitas vezes não demonstramos ao mercado do que somos capazes de fazer num universo tão gigante como é o mundo da informação e do conhecimento nos dias atuais.
Até quando ficaremos escondidos atrás das mesas / computadores?

terça-feira, 14 de novembro de 2006

EDUCAÇÃO PARA BIBLIOTECÁRIOS DE LIVROS RAROS

Recentemente li um artigo que me chamou atenção: “Educação e emprego para bibliotecários de livros raros” *. Meu primeiro pensamento foi dirigido à qualificação do profissional e suas características pessoais, talvez devido a tantas mensagens em listas eletrônicas da área sobre roubo de livros e mapas raros, aqui, como nos Estados Unidos.

Mas o assunto era mesmo sobre educação e trabalho, sobre os problemas que as instituições norte-americanas encontram com a escassez de profissionais na área. Ainda que a realidade desse país seja muito diferente da nossa, há sempre o que observar e, quem sabe, aprender a partir de outras experiências.

Nos últimos anos, em seminários, encontros, e nas salas de café das próprias bibliotecas muito tem se falado sobre a falta de bibliotecários de livros raros. Para coleções especiais que lidam com América Latina, então, o problema se agrava. Nesse contexto, a qualificação profissional assume papel relevante.

Quais seriam as qualificações básicas para um bibliotecário de livros raros nos EUA, e quais delas são correntes no Brasil?

Conhecimento de Bibliografia Descritiva, ou seja, saber como os cadernos de um livro artesanal é formado (até aproximadamente 1820 os livros ainda não eram fabricados de maneira industrial), a posição das linhas d’água e sua importância para a determinação do formato do livro, assinaturas, estilos de encadernação, etc.;
Conhecimento de obras de referência para fontes primárias;
Conhecimento da coleção;
Noções de preservação;
Domínio de línguas.

Características adicionais importantes seriam conhecimentos de preservação das novas mídias digitais e de direitos autorais. Numa época em que documentos são digitalizados ou já nascem digitais, muitos bibliotecários se encontram às voltas com o aprendizado dessas matérias.

A formação do bibliotecário de livros raros não é tão simples como pode parecer, mesmo naquele país desenvolvido. Os cursos normalmente oferecidos são de extensão universitária, mas não é raro encontrar programas que registram sua existência, mas não os oferecem naquele semestre, ou seja, é incerto. A já falada em outro texto dessa coluna Escola de Livros Raros (Rare Book School) vem sendo, desde a sua criação nos primeiros anos de 1980, a forma mais eficiente e completa de profissionalização na área.

A discussão sobre educação acontece na mesma época em que se tornam escassos os empregos para esses profissionais ditos especiais. Aliás, essa escassez é com certeza reflexo do fechamento de várias escolas de Biblioteconomia norte-americanas desde o início de 1990, quando a mais importante delas, na Columbia University, em New York, teve as portas de sua biblioteca (formada principalmente pela coleção do Dewey) fechada para sempre. A universidade alegou falta de verba para manter o curso.

Ainda há empregos para bibliotecários com experiência, mas talvez porque haja poucos desses profissionais, segundo a autora do artigo. Há anos bibliotecas têm problemas para encontrar pessoal qualificado, e jovens bibliotecários que querem abraçar a carreira de livros raros não conseguem emprego por falta de vagas para iniciantes. É estimado que, por volta de 2010, um terço dos administradores que atuam na área se aposente. E escolas fechadas certamente afetam a qualidade dos poucos cursos oferecidos.

A salvação tem sido a cooperação. Se pensarmos bem, em todas as áreas a cooperação se faz hoje necessária, seja ela impulsionada por questões financeiras ou pela premência de atingir e/ou aumentar um público-alvo qualquer. A Rare Book School está fazendo parcerias com universidades do país para que seus cursos tenham valor acadêmico.

O assunto tem sido tão discutido que foi tema da penúltima conferência inaugural dos profissionais que formam o grupo Rare Books and Manuscripts, ligado à ALA (American Library Association): “Bibliotecários de Livros Raros como Educadores e Educação para Bibliotecários de Livros Raros.” Não pela primeira vez se falou nas oportunidades que o pessoal em início (e meio) de carreira também pode encontrar trabalhando com livreiros. Necessário para ambos, é uma experiência boa para bibliotecários que não deve ser descartada e que pode ser explorada aqui no Brasil.

Ter uma formação em alguma outra área do conhecimento faz enorme diferença no trato com as coleções especiais, e a Biblioteconomia brasileira carece disso, infelizmente. O profissional pode sempre (e deve) se interessar, estudar a coleção com que trabalha, e fazer cursos pertinentes. Afinal, estudar abre janelas inimagináveis. E a Biblioteconomia de Livros Raros é uma carreira que oferece um mundo ilimitado e fascinante. Quem entra, dificilmente sai.

* RIPPLEY, Susan S. The education and hiring of special collections librarians: observations from a recent recruit. In: RBM: A Journal of Rare Books, Manuscripts, and Cultural Heritage, v. 6, n. 2, Outono 2005. p. 82-90.

Sobre Valéria Gauz
Bibliotecária e mestra em Ciência da Informação. Ocupou diversos cargos técnicos e administrativos em 14 anos de Biblioteca Nacional. Trabalhou na John Carter Brown Library at Brown University, Providence, de 1998 a 2005.

Disponível em: http://www.ofaj.com.br

La imagen Social del Bibliotecario

Vale conferir este blog, em especial este texto sobre a imagem do bibliotecário:
http://lisdb.blogspot.com/2006/10/pero-por-favor-mir-qu-pulver.html

"La Imagen Social del Bibliotecario
Se han dicho muchas tonterías sobre la imagen social del bibliotecario. Más sobre la bibliotecaria. Y sobre todo se han dicho en inglés. Yo voy a decir una cuantas tonterías más, en español, pero sobre todo voy a intentar colgar fotos que reflejan nuestro lado más extraño."

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Sao Paulo, 30 de outubro de 2006.

Hoje eu vi um e-mail num grupo de discussão sobre a atuação do CRB.
Às vezes, entre bibliotecárias, afinal de contas, divido o apartamento com mais duas desta espécie, nós discutimos sobre isso, sobre a preservação do patrimônio em nosso país, entre outras coisas, discutimos sobre nossa representatividade. Opa! Bibliotecários? Quem são eles? Ou melhor, o que faz faz??? Existe faculdade pra isto? Aí, no caímos no abismo das nossas crises de identidade, talvez, o princípio de tudo, de todos os "nossos" problemas.
Será que somos seres organizados como uma classe trabalhista????
Os advogados, tem seu orgão de represetação, os médicos, os dentistas, engenheiros, e os bibliotecários também?
Vocês sabem para quais pessoas seu voto foi????
Não, não estou falando da eleição de ontem não, aliás, o exercício da democracia como alguns dizem é obrigatório em nosso país.
Estou falando (ou melhor escrevendo), da eleição do CRB - Conselho Regional de Biblioteconomia, que por sinal, o voto também é obrigatório.
Somos uma categoria de aproximadamente 7 mil profissionais no estado de São Paulo, pagamos uma anuidade, alguns cobram, alguns fazem.
Mas fica aqui a pergunta:
- Cada bibliotecário está fazendo a sua parte????
- Somos unidos o suficiente para lutarmos?????

divagações.... indagações...

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Blog sobre las bibliotecas en Líbano

Bibliotecarios libaneses y franceses han creado un blog, http://bibliban.over-blog.com/, con el objetivo de discutir y recoger información sobre los daños causados por las operaciones militares israelíes a las bibliotecas libanesas, las iniciativas públicas y privadas para desarrollar y rehabilitar las redes de bibliotecas libanesas, así como servir de medio de comunicación e intercambio entre los bibliotecarios libaneses. El pasado viernes lanzaron un llamamiento a los congresistas de IFLA reunidos en Seúl estos días y a todas las asociaciones de bibliotecarios a nivel mundial (http://bibliban.over-blog.com/article-3563938.html) con el fin de que expresen su solidaridad moral y material con las bibliotecas de Líbano.
María Jesús Morillo

Fonte: Lista ABGRA