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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

São Paulo, 13 de outubro de 2010.

Após um feriado muito sonolento, sem ligar o computador ou ler uma página, a bibliotecária estressada que deu férias para seus olhos de volta ao trabalho.

Vale conferir:
O futuro dos livros:

domingo, 27 de abril de 2008

Força na peruca

Fui no lançamento deste livro, há pouco mais de 1 mês atrás (pra vocês terem uma noção de como este blog anda abandonado).
A autora do livro, Mirela Janotti, trabalhou comigo numa agência de publicidade, separada, depois desempregada, descobriu que tinha câncer, enfrentou uma barra, das sessões de quimioterapia, radioterapia, ao ver o cabelo caindo, entre tantas coisas, que deve ter passado, ela compartilha neste livro, que nos passa uma mensagem de força de vontade admirável, pois em meio a isso tudo, ela consegue durante o tratamento, arrumar trabalho, namorado e dar boas risadas.
O livro nos faz rir, pensar e "Viver". Vale a pena ler!!!!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Passagem Literária

Ontem após o trabalho, eu caminhava, devido ao trânsito insuportável rumo a minha casa, ao invés de atravessar a Rua da Consolação na faixa, optei pela passagem subterrânea buscando o livro “Drácula”, de Bram Stocker.
Conversando com uns dos livreiros, o qual me fez recordar daquele feriado onde as polícia tirou os livreiros e suas pequenas bancas de frente do Cine Unibanco, diante do protesto daqueles que defendem a cultura em nosso país.
Foram presos, e, após soltos, transformaram-se numa Associação de Livreiros da Passagem Subterrânea da Consolação, hoje, a passagem antes abandonada pela prefeitura, tem vida e cultura. Da limpeza aos impostos, sim, eles pagam impostos, uma espécie de cooperativa de sebos ali se reune, e quem ganha é a população paulistana, com mais um espaço agradável.
Uma sugestão para prefeitura: fazer isto com os lugares “abandonados”, dar uma espécie de incentivo fiscal, afinal de contas, trata-se de cultura.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Prontos para ler - o design de livros na Espanha

Exposição de 300 livros, de qualidade gráfica e editorial diferenciada, publicados na Espanha entre 2000 e 2005.
De terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Praça da Biblioteca.

Fonte: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao/exposicoes.htm

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

E os livros foram para a prateleira "dos supermercados"

A venda de livros está crescendo, com um detalhe, nos supermercados.
É o que diz o artigo da revista Veja n.1982 (15/11/06).

Os números ainda são pequenos...

Quantidade de exemplares vendidos em 2005
- nos supermercados: 3,6 milhões
- nas livrarias: 87 milhões

... mas o crescimento é grande...
aumento das vendas de 2004 para 2005
- nos supermercados: 60%
- nas livrarias: 16%

... e a rede é maior
Número de lojas no Brasil
- Supermercados: 72000
- Livrarias 2000

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Manifesto do Povo do Livro


O acesso ao livro e a outras formas de leitura – como jornais, revistas e Internet – deve ser assegurado a toda a nação brasileira. Independentemente de credo, raça, faixa etária, necessidade especial, escolaridade ou condição econômica, todo brasileiro, como ser humano que é, deve ter garantido seu direito inalienável à leitura – como meio de transmissão do conhecimento, entretenimento, de desenvolvimento pessoal e profissional e, portanto, de cidadania.

Em um país como o Brasil – onde apenas um entre cada quatro habitantes está habilitado para a prática da leitura; onde nossas crianças ocupam os últimos lugares nos estudos internacionais sobre compreensão leitora; onde o índice nacional de leitura é de menos de 2 livros lidos por habitante/ano; e onde a maior parte dos milhões de alfabetizados nas últimas décadas tornou-se analfabeta funcional – a leitura precisa e deve ser tratada como uma prioridade nacional.

A Educação e a Cultura são áreas estratégicas dentro do projeto do desenvolvimento nacional e da cidadania. A escrita e a leitura constituem não só o mais forte amálgama entre elas como o caminho indispensável para a formação do cidadão crítico, emancipado, inserido em seu meio e capaz de modificá-lo. Embora não seja a via única de acesso ao conhecimento e à informação – o que compartilha com outras linguagens, como a visual e a eletrônica –, o livro continua a ser a maior invenção do último milênio e a ocupar um papel central na sociedade.

A leitura gera condições para decodificar, interpretar, compreender e se fazer entendido, criando, assim, as condições necessárias para o ser humano se comunicar com os seus iguais. De tal forma que, ao promover o seu desenvolvimento em todos os aspectos, o ato de ler o credencia a buscar maior participação social e política e a exercer sua cidadania em plenitude.

As conquistas e os avanços obtidos nos últimos anos nas esferas federal, estadual e municipal necessitam ser preservados, mas não só. Precisam ser ampliadas e ganhar a dimensão que o tema merece. Programas e projetos de acesso ao livro e às outras formas de leitura, de formação de agentes multiplicadores (como os educadores, os bibliotecários e os voluntários), de valorização do ato de ler no imaginário coletivo, e, ainda, de fortalecimento da economia do livro devem ser convertidos em política de estado – acima dos governos e das pessoas.

Tornar a questão do livro e da leitura uma política pública significa aprofundar o vínculo das ações de Educação e Cultura e, sobretudo, dotar a área de uma estrutura administrativa e orçamentos capazes de atender às grandes demandas existentes. Os esforços feitos até agora pelos diferentes governos merecem o devido respeito, porém ainda são insuficientes para o Brasil começar a saldar essa dívida social com o cidadão e a cidadania, com o livro e a leitura.

O Estado deve garantir as condições necessárias de acesso ao livro gratuito aos seus cidadãos. A biblioteca é um serviço público e dever do Estado, tal como a saúde e a educação. Para tanto, o Estado deve cumprir, de forma cabal, a Política Nacional do Livro e dar, a partir de 2007, prioridade total à revitalização da biblioteca pública. É ela o meio mais eficiente de proporcionar educação continuada à população e, dessa forma, ser instrumento de democracia e de política social.

É, pois, fundamental e urgente que todos os municípios brasileiros tenham pelo menos uma biblioteca e que a rede existente – municipal, estadual, federal, escolar, universitária e comunitária – seja fortalecida e reequipada para atender ao cidadão brasileiro dentro dos padrões mínimos internacionais: com bons e diversificados acervos de livros e outros materiais; pessoal qualificado e estimulado; e recursos permanentes para manutenção, atualização, formação e fomento. A Lei do Livro, a Câmara Setorial e o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) devem ser aprofundados e ganhar maior efetividade, materializados em projetos, programas e investimentos, em todos os rincões do país, sobretudo nas áreas menos favorecidas.

Às vésperas de se comemorar os 200 anos da criação da indústria do livro no país – que ocorreu em 1.808, com a instalação da primeira tipografia e editora, a Impressão Régia – faz-se urgente e indispensável tornar o Brasil uma nação verdadeiramente de cidadãos leitores. A prática social da leitura é, afinal, o caminho para onde apontava a legião de brasileiros notáveis – integrada por escritores como Monteiro Lobato e tantos outros – como a estratégia de enfrentamento do drama da fome, da pobreza, da ignorância e da violência urbana para colocar o Brasil , aí sim, no rumo do desenvolvimento, da justiça social e da solidariedade.

Brasil, setembro de 2006

Fonte: http://www.oei.org.br/manifesto.htm

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

A Biblioteca à noite - parte 2

Trechos de uma entrevista com o autor, Alberto Manguel, para Caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo (30/08/2006):

" Eu queria responder a pergunta: de onde vem nosso otimismo de pensar que algo tão caótico como o universo pode ter a ordem que os livros pretendem lhe dar? Nós acreditamos que os livros contêm o que sabemos sobre o mundo. Mas o que sabemos é que ele não tem sentido e que a ordem do universo é, para nós equivalente ao caos. Então por que continuamos a ler e a escrever livros?" - Alberto Manguel

"O que o Google propõe, colocar uma infinidade de textos na Internet, em princípio é muito bom (...) O Google diz que nós, escritores, devemos ser generosos e deixar que todo mundo leia nossas obras. Muito bem, no dia em que o Google virar uma instituição de caridade, que ofereça grátis a todo mundo todos os seus benefícios, eu também posso fazer o mesmo. O problema é que o impulso por trás da eletrônica não é intelectual, é econômico. E como é econômico, não aceita argumentações intelectuais." - Alberto Manguel

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Livros Eram Encapados com Pele Humana

Foi o que descobri em sala de aula na Universidade Complutense de Madrid...

Aqui vai uma matéria sobre o assunto divulgada no grupo de discussão BCI-UFSCar:


Isso é que é levar às últimas conseqüências a expressão "estar na pele de alguém". Guardados em coleções esquecidas de bibliotecas ou em acervos particulares, alguns livros, de aparência inocente, têm uma característica no mínimo curiosa: foram encapados com couro humano.
Não se sabe ao certo a origem dessa prática, mas já no século 17 havia livros feitos com peles curtidas de homens e
mulheres. Em meados do século 20, o historiador americano Walter Hart Blumenthal escreveu um livro em que versava sobre cerca de duas dúzias de obras com essa particularidade. Sabe-se apenas de alguns casos porque os autores deixavam escritos, no próprio livro, que a capa era de pele humana.
Segundo Laura Hartman, pesquisadora de livros raros da Biblioteca Nacional de Medicina, em Maryland, Estados Unidos, há registro de uso de pele humana como capa de livros em diversas cidades americanas, como Filadélfia, Nova York e Chicago, no século 19. Os médicos tiravam a pele de corpos submetidos a autópsia e curtiam o couro nos porões dos hospitais. "Em alguns casos, o uso das peles foi uma espécie de memorial para as pessoas de quem elas vieram e que ajudaram na pesquisa médica", diz Laura, que publicou seu estudo sobre o assunto na revista científica Transactions and Studies of the College of Physicians of Philadelphia. Em sua pesquisa, Laura cita o caso de uma mulher de 28 anos da Filadélfia que, no século 19, morreu de triquinose, uma doença causada pela ingestão de carne infectada com um parasita. O médico John Stockton Hough, que a atendeu, fez uma extensa pesquisa sobre a doença – era o primeiro registro de triquinose na cidade – e escreveu um livro. Três volumes foram encapados com pedaços da pele do "objeto de pesquisa". Já Joseph Leidy, médico que escreveu o importante Tratado Elementar de Anatomia Humana, encapou um dos volumes da obra com a pele de um soldado da guerra civil americana. Como ele trabalhou como médico naquela guerra, é possível que a pele tenha vindo de um de seus pacientes. De acordo com Laura, além dessas "homenagens", livros de memórias e até sagrados, como a Bíblia, pertencentes a pessoas religiosas, ganharam capas parecidas.

BOA E BARATA
Couro de gente resiste à água e é durável
Não eram só os livros que tinham a "honra" de serem encapados com pele humana. Em Nova York, no fim do século 19,
médicos iam ao distrito têxtil da cidade com pedaços de couro e pediam que eles fossem usados para a manufatura de valises. O tecido vinha de pacientes mortos ou de membros amputados – uma fonte de couro barata e um material bom para revestimentos. "O couro humano é durável e razoavelmente à prova d´água", diz Laura Hartman.
O processo de tratamento da pele seria, provavelmente, parecido com o de qualquer outra pele de animal.
Segundo Stephen Nonack, chefe dos bibliotecários do acervo particular Boston Athenaeum, a pele, em estado bruto, era uma bagunça ensangüentada e malcheirosa – parecida com a pele de outros animais, só que sem pêlos.
Ela era mergulhada em substâncias de origem vegetal, depois tingida.
Se o curtidos suspeitava de que aquele não era um pedaço de couro animal comum, disso não há registro algum.

Fonte:
IWAKURA, Mariana. Notas arqueológicas. Revista Aventuras na
História, São Paulo, 33. ed., p.14, mai. 2006.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Historia Universal da destruicao dos Livros



Com certeza a próxima aquisição será o livro "Historia Universal da destruicao dos Livros", do ensaísta Fernando Baez, Ediouro, 2006. 512 p. ISBN: 8500016574

Da Biblioteca de Alexandria (fundada em III a.C.) que chegou a ter 700.000 rolos de papiro, sofreu sucessivos ataques, passando pela Inquisição, onde vários autores foram queimados com suas obras, até mesmo Bíblias em línguas vernáculas foram queimadas (pois a Igreja só admitia a Bíblia em latim), e o Nazismo que condenou os livros de autores judeus e comunistas ao fogo até a Guerra do Iraque, onde foram destruídas bibliotecas, museus, sítios arqueológicos, roubados livros sumérios datados de 5.000 años. A "Historia Universal da destruicao dos Livros" mostra algo muito assustador, talvez ironia do destino, onde a grande destruição de livros na atualidade é justamente o lugar onde nasceu a escrita.

"Os maiores inimigos dos livros são intelectuais." (Báez - VEJA, n. 1958)

Bibliocasta = destruidor de livros

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Indignação!

Este país é mesmo uma piada! Ontem eu estava em frente ao Espaço Unibanco, procurando um bom filme para a tarde do feriado de 7 de setembro, quando uma pequena confusão começou a se formar.... logo corri até a Rua Augusta e vi a livros e homens sendo levados... A galera gritava: "nazitas", "fascistas", entre outras coisas... Levaram os vendedores de livros, e os livros, que há anos ficam lá... Um país com pouca cultura, não permite que sejam vendidos livros, nas ruas, sem pagar impostos, mas permitem que "poucos" soneguem impostos, que nossos governantes e seus respectivos acessores, tenham limite de R$ 1 milhão no cartão de crédito, "roubem"... Levaram-se os livros, mas não levaram a poesia dentro de cada um; Levaram-se os livros, mas não minha grande insatisfação; Levaram-se os livros, mas não minha esperança!

terça-feira, 7 de junho de 2005

A vida digital

A vida digital, titulo do livro de Nicholas Negroponte, professor, do Massachusetts Institute of Technology - MIT , o qual eu li assim que entrei na Universidade Federal de São Carlos, em 1997 me veio a cabeça ontem a noite assim que fiquei sabendo que o Media Lab - MIT pretendia criar uma espécie de notebook ao custo de US$ 100 para ser usado como caderno nas escolas. Em 1997, quando ingressei no curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da UFSCar, nm imaginava o quanto seria rápida tal mudança no mundo tecnológico. Ao ler livros, como What will be, do Dertouzos (How the New World of Information Will Change Our Lives) eu viajava, imaginava o futuro... Ao ler sobre esta intenção do Media Lab, fiquei muito feliz, pois estaríamos fazendo uma inclusão digital a nível mundial, e contribuindo para o avanço educacional. No entanto, nós, brasileiros, conseguiremos atingir tal nível?

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Paraty - RJ

Mais um dia se passou, e eu em meia a tanta confusão... perdida entre as ruas e os mares, de Parati.
Estou só... e só quero ficar...
Ontem a caminho desta cidade, durante a viagem eu li "O Barão", de Branquinho da Fonseca... e este me deixou a refletir, a me enlouquecer...
Depois eu lhe direi o porquê.
O porquê de estar onde estou, o porquê de não saber nem para onde irei.
Só tenho certeza do que não quero e não gosto.
Esta minha real situação atual sobre meu estágio animal de "ir" sei lá onde irá me levar. Satã que leve a tristeza!
Estou indo me deitar ...
É cedo...
Não quero aqueles beijos... não quero aquele cheiro...
Quero minha amiga ... a me consolar... a me ajudar