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terça-feira, 21 de junho de 2016

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2016.

Após um longo tempo sem escrever, resolvi retomar o blog, com pelo menos um post por mês, pensei em fazer outro blog, mas este que começou com desabafos e poesias, há mais de 10 anos atrás faz parte de minha vida, de meu crescimento, reflete os momentos profissionais e pessoais de uma simples bibliotecária que saiu do interior, viajou e vive em constante mutação, porque assim é a vida, somos seres em transformação.
Assim, nos últimos meses após intensas horas de trabalho, resolvi fazer uma cirurgia na gengiva e desembarcar no Rio de Janeiro, durante a semana que deveria ser de repouso para um Curso no INPI, de Propriedade Intelectual para Bibliotecários. Um curso que eu recomendo a todos bibliotecários e bibliotecárias que trabalham em universidades e centros de informação em indústrias. A importância do trabalho de um profissional de informação no auxílio a busca de bases de dados em patentes e sua relação com inovação.
O curso é realizado durante uma semana, gratuito e possui carga horária de 20 horas é ótimo para aqueles profissionais que precisam se aprofundar no universo da Propriedade Intelectual e nos ensina a pensar no desenvolvimento de produtos e serviços de informação neste contexto.
Aos interessados recomendo que fiquem de olho no site: http://www.inpi.gov.br/links-destaques/sobre/agenda-de-cursos

Museu do Amanhã

Museu do Amanhã

Museu do Amanhã

Real Gabinete Português de Leitura




domingo, 20 de setembro de 2015

São Paulo, 20 de setembro de 2015

O bibliotecários em tempos de crise

Há algum tempo observo os posts e comentários sobre o futuro da profissão e resolvi postar aqui minhas reflexões e indagações.

Quando fui motivada prestar o vestibular para um curso de "Ciência da Informação" na Universidade Federal de São Carlos no final de 1996, confesso que além do nome do curso, o que motivou foi a chamada de uma revista na qual constavam profissões do futuro.

Quando nos formamos depois de uma greve nas universidades federais, eu estava trabalhando, mas com a cabeça à mil, queria empreender, ir além. Fui até a gráfica, fiz cartões, uma breve apresentação junto do cv.

Estava feliz, implantei o centro de informação na empresa a qual trabalhava e lidando com informações estratégicas.

Do acervo até a participação no desenvolvimento de um software de CRM, aprendi muito logo no início.

Se eu estivesse ficado na "zona de conforto" somente preocupada com a organização do acervo, no meu universo teria aprendido tantas coisas?

Como todo profissional, fui em busca de melhores oportunidades, crescimento e aprendizado, então observei que a grande maioria do mercado, queria bibliotecários técnicos, mas aquele não era o meu lugar, meu lugar dentro de uma Biblioteca sempre foi o Serviço de Referência, compreender o usuário da informação e entregar uma informação precisa.

Estava fascinada pela Gestão do Conhecimento, novas tecnologias e Inteligência Competitiva.

O mercado no início dos anos 2000 estava muito bom para os profissionais da informação, havia um universo para dominarmos.

Mas o que faltou para irmos além?

Acredito que não só um pouco, mas muito de Marketing Pessoal.

Bibliotecários em geral não são bons vendedores.

Muitos sabem do valor que a informação tem para um negócio, mas não sabem vender a necessidade e o papel do bibliotecário.

É claro estou falando aqui de todos bibliotecários, pois a cada dia que passa sinto que temos que nos especializar mais e mais para atender ao mercado.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

VI Semana de Biblioteconomia - ECA/USP

De 26 a 30 de setembro tem "Semana de Biblioteconomia na ECA/USP" e o tema será Propriedade Intelectual.
Consulte a programação no  http://www.cabieca.com.br/semanabiblio/?page_id=7
A OrganizArte Informação e Treinamento apoia este evento.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

São Paulo, 26 de agosto de 2011

O convite para a plenária em SC: Pacto pela Biblioteconomia Brasileira, tem gerado muitas discussões na lista BCI-UFSCar e não é para menos.
Desde que entrei na Federal (1997), a discussão existe, fui atraída pela carreira de "Ciência da Informação"
(assim constava no Manual do Candidato da época, Fuvest) e descobri "a crise existencial do bibliotecário", a qual já devo ter mencionado várias vezes neste blog.
Está na hora de tomarmos um rumo nesta história, o Sinbiesp já avançou na discussão e agora cientistas da informação, documentalistas, arquivistas, historiadores, auxiliares de bibliotecas e de centros de documentação podem usufrir dos benefícios que poucos bibliotecários que fazem parte do Sinbiesp lutaram para conquistar.
Somos todos profissionais da informação na Era da Informação e do Conhecimento.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

São Paulo, 9 de março de 2011

Enfim o ano começou, pois o carnaval tardio causou um certo atraso na maioria das atividades a minha volta.
Não se fecham contratos antes do carnaval, não se decide nada antes do carnaval, é incrível.
Consegui ir somente a uma reunião do Conselho do Sinbiesp (foram duas até agora) e confesso que é complicado sair do trabalho para ir a uma reunião do Sindicato.
Está difícil conciliar os dois cursos virtuais que estou fazendo com a leitura de relatórios, curriculuns, editais, planilhas e propostas a fazer.
O curso de "GED" no IBGI é menos cansativo que o curso de "Sistemas de Gestion para archivos con Archon", mas às vezes fica repetitivo, não sei se é porque eu já tinha participado de um curso de GED em 2001, depois tive uma disciplina específica na pós, enfim, meu objetivo é me manter atualizada com os conceitos e novas tendências.

domingo, 27 de dezembro de 2009

São Paulo, 27 de dezembro de 2009.

(Asa Delta no Rio de Janeiro, 19/12/2009)

Talvez este seja o meu último post do blog abandonado durante o ano de 2009 que foi um ano de muito trabalho, ganhos, perdas e lutas.


Este foi o ano em que nossa empresa de consultoria na área de informação descobriu o quanto é difícil ser um prestador de serviços neste país que nos toma quase 20% de nosso suor em impostos que não são devolvidos em benefícios para contribuir ao desenvolvimento do país.

Ao conseguir completar 2 anos, nossa empresa conheceu as várias faces da moeda, viu como é difícil ser empreendedor neste país e como gerar emprego também é difícil diante de tanta burocracia quando se é politicamente correto.

O preço ser ser politicamente correto...

Neste ano eu e minhas colegas bibliotecária sentimos a perda de uma bibliotecária e grande amiga dos tempos da Universidade federal de São Carlos, Karine Kobor, partiu e nos deixou grandes lembranças, conquistas (como na época a sua participação na reestruturação do Centro Acadêmico - CACIB; organização de eventos como o EPEB e o ENEDB), saudades de nossas besteiras no programa "bruxaria na biblio" na Rádio Livre DCE, dentre outros trabalhos.

Durante este ano, mesmo que muitas vezes, trabalhando 12 horas por dia, lutei por ideais que julgo necessários... fazendo a minha parte.

Descobri que arquivistas e bibliotecários continuam numa "briga" insensata, cega, ao invés de se unirem numa única ciência (a ciência da informação), para juntos se adequarem ao futuro que nos aguarda, da era dos livros e arquivos virtuais, que será traçada pelos analistas de sistemas.

E o sabor de voar de asa delta na cidade maravilhosa.

Que 2010 seja um ano de construção em nossos corações, trabalho e nosso país.

feliz 2010 a todos!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Caros colegas arquivistas, concordo em vocês lutarem pela profissão e sei que bibliotecários não deveriam trabalhar com arquivos pois não tem formação para isto.
Mas e quando vocês encontram um lugar que os documentos são tratados há anos como parte de uma Biblioteca? Pois é, isto existe e muito, tudo misturado. E neste contexto, acredito somos áreas irmãs (dentro da Ciência da Informação) devemos trabalhar juntos.
E tem muito bibliotecário em São Paulo que foi fazer uma pós-graduação na área de Arquivos, após se deparar com este tipo de situação.
Recebi pouquíssimos curriculuns de arquivista, a maioria acreditem, de historiadores, pessoas somente com o 2º grau que trabalharam em arquivos, administradores e analistas de sistemas.
Aí eu envio um e-mail para cada um falando sobre a graduação em Arquivologia e todos me respondem que em SP não tem, outros desconhecem o curso da UNESP (que fica a 400km de SP)..
É complicado, assim como os professores trabalham em bibliotecas dentro da sala de aula, por falta de bibliotecários no interior a fora. E agora até o MEC em parceria com a UFSC lançaram um curso de pós para professores trabalharem em bibliotecas escolares.
E o caso dos jornalistas?
O que será? De nós, de vocês, dos outros na sociedade da informação?

domingo, 29 de março de 2009

São Paulo, 29 de março de 2009.

A bibliotecária deste blog agora tem 31 anos, que soy yo, no auge de meu stress em busca da construção e consolidação profissional e amorosa.
A ideologia continua gritando forte dentro de meu intímo, mas o desejo de ter abafou a ideologia por amor.
E como diria Cazuza: "e aquele garoto que queria mudar o mundo, mudar o mundo..." E aquela garota que queria mudar o mundo agora é uma empresária capitalista, que sente na pele o peso da burocracia e da alta carga tributária brasileira.
Vocês sabiam que se contratarem um profissional com salário de R$ 2.000,00, o mesmo custa R$ 4.000,00 e isto não é lenda?
E que "atividades de arquivos e bibliotecas" não se enquadram no simples?
E que o tempo passa e os bibliotecários continuam em crise existencial? rs
O fato é que agora tenho 31 anos e parece que foi ontem que eu entrei na UFSCar, me apaixonei pela Ciência da Informação, conheci amigos e vivia alguns sonhos...

quarta-feira, 12 de março de 2008

São Paulo, 12 de março de 2008 - Feliz Dia do Bibliotecário pra você também!


Dia do bibliotecário: na realidade, lembrei porque recebi um e-mail simpático do contador.

Cheguei em casa e minha amiga e sócia disse:

- Dani, tem um presente pra você!!!

- Presente???? - fiquei me indagando.

- Dia do bibliotecário! Tem um brinde da Modal.

Olha só analistas de sistemas, interessados no dia do bibliotecário, quem diria.

Também damos um pequeno lucro para este segmento do mercado, quero uma base de dados, assim, assado, fazer uma biblioteca virtual...

No dia do bibliotecário, será que eu posso fazer um pedido?

"QUERO UM SISTEMA GPS PARA TODOS OS LIVROS"

Não está longe, pode ser caro, mas como eu desejei isso inúmeras vezes.

Agora estou vivendo uma fase muito mais arquivista, do que bibliotecária, as minha amigas bibliotecárias devem me odiar, quando digo que me apaixonei pela dinâmica dos arquivos empresariais.

Mas confesso, sinto falta dos usuários no balcão de uma biblioteca esperando que você encontre para eles a solução de alguns problemas, ou daqueles bombons, que você ganha por ter encontrado aquele livro fora de catálogo.

De meu bacharelado em Biblioteconomia e Ciência da Informação, para uma especialização em Gestão de Arquivos Empresariais, e outra em Livros Antigos, agora na lista de espera por uma vaga em Sistemas de Informação, vou provando aos poucos o que o ser bibliotecário é por essência interdisciplinar.

Sem o devido reconhecimento, caminhamos em meio a muitas lutas, dos livros queimados na inquisição até o fechamento de algumas bibliotecas públicas numa das cidades mais importantes do país (Vocês devem lembrar, pois o CRB8 até enviou um ofício ao prefeito Kassab). Enfim, não vou falar disto hoje, senão minha pangastrite não me deixará dormir.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Métodos arbitrários e confusos

Engraçado é ver após anos de estudo a “desconstrução” de tudo aquilo que aprendemos na graduação, após algum tempo de prática, teorias caindo por terra, a forma de organizar sujeita a problemas de ordem financeira, ordem estética, sim estética, por mais incoerente que possa ser, tudo por água abaixo.
Não, não estou aqui dizendo que o fruto de meu aprendizado na graduação foi em vão, muito pelo contrário.
Mas é como enxergamos o mundo quando estamos na graduação e como vemos o mundo após 10 anos de biblioteconomia e ciência da informação.
Na graduação, você imagina o futuro das bibliotecas perfeitas, da informação precisa, do bibliotecário reconhecido.
Na vida real, você descobre que toda organização é arbitrária. E após, caminhar por entre as estantes de inúmeras bibliotecas, você começa a observar como o bibliotecário impõe ao usuário através de sua organização o seu jeito de olhar o mundo, ou melhor dizendo, o que ele conhece do mundo.
Classificações bizarras, às vezes, um tanto confusas, estão por toda parte, atualmente nos preocupamos com a ordem virtual das coisas, acabamos por descobrir que Dewey não é aplicável a tudo, embora, possa ser aplicado a maioria dos livros, seu olhar era restrito. E Ranganathan é mais atual do que imaginávamos.
É importante sempre documentar os passos da organização, tentando ao máximo retratar aquele momento, aquela realidade, justificando certas iniciativas, para que no futuro seu sucessor não pensar que era um bibliotecário louco.
Válido para todos aqueles que trabalham com informação, principalmente em tempos de mutação.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

2007 ALA Annual Conference - American Library Association

Estão abertas as inscrições para a conferencia que será realizada em Washington, de 21 a 27 de junho de 2007.
O prazo é até 23 de fevereiro.
Tema: Cooperation Among Libraries Within the Same Geographic Region

+ informações disponíveis no site: http://www.ala.org/ala/iro/iroactivities/papersession.htm

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Que legal, nos temos uma bibliotecaria!

Novo diretor de arte no pedaço e uma grande questão:
- "É você que arruma todos estes livros?"
- "Arrumo os livros, as revistas, faço pesquisa..." - respondeu a bibliotecária
- "Só quem trabalha na Criação, sabe a importância de uma biblioteca, de um profissional que saiba buscar imagens..."

Estive pensando, a maioria das agências de publicidade não possuem bibliotecários, para aquelas que possuem centros de informação, os bibliotecários estão focados mais em informação de planejamento, estratégia, esquecendo-se da área de criação.
Na graduação estudamos Porter e fundamentos de administração, que são úteis na hora que precisamos buscar informações de mercado, mas e quando precisamos buscar uma informação que vai colaborar para o processo de criação de uma peça publicitária?
Construi meu conhecimento, dos fundamentos de administração, bases de dados às noções de fotografia e artes.
A questão é que nós bibliotecários muitas vezes não demonstramos ao mercado do que somos capazes de fazer num universo tão gigante como é o mundo da informação e do conhecimento nos dias atuais.
Até quando ficaremos escondidos atrás das mesas / computadores?

terça-feira, 14 de novembro de 2006

EDUCAÇÃO PARA BIBLIOTECÁRIOS DE LIVROS RAROS

Recentemente li um artigo que me chamou atenção: “Educação e emprego para bibliotecários de livros raros” *. Meu primeiro pensamento foi dirigido à qualificação do profissional e suas características pessoais, talvez devido a tantas mensagens em listas eletrônicas da área sobre roubo de livros e mapas raros, aqui, como nos Estados Unidos.

Mas o assunto era mesmo sobre educação e trabalho, sobre os problemas que as instituições norte-americanas encontram com a escassez de profissionais na área. Ainda que a realidade desse país seja muito diferente da nossa, há sempre o que observar e, quem sabe, aprender a partir de outras experiências.

Nos últimos anos, em seminários, encontros, e nas salas de café das próprias bibliotecas muito tem se falado sobre a falta de bibliotecários de livros raros. Para coleções especiais que lidam com América Latina, então, o problema se agrava. Nesse contexto, a qualificação profissional assume papel relevante.

Quais seriam as qualificações básicas para um bibliotecário de livros raros nos EUA, e quais delas são correntes no Brasil?

Conhecimento de Bibliografia Descritiva, ou seja, saber como os cadernos de um livro artesanal é formado (até aproximadamente 1820 os livros ainda não eram fabricados de maneira industrial), a posição das linhas d’água e sua importância para a determinação do formato do livro, assinaturas, estilos de encadernação, etc.;
Conhecimento de obras de referência para fontes primárias;
Conhecimento da coleção;
Noções de preservação;
Domínio de línguas.

Características adicionais importantes seriam conhecimentos de preservação das novas mídias digitais e de direitos autorais. Numa época em que documentos são digitalizados ou já nascem digitais, muitos bibliotecários se encontram às voltas com o aprendizado dessas matérias.

A formação do bibliotecário de livros raros não é tão simples como pode parecer, mesmo naquele país desenvolvido. Os cursos normalmente oferecidos são de extensão universitária, mas não é raro encontrar programas que registram sua existência, mas não os oferecem naquele semestre, ou seja, é incerto. A já falada em outro texto dessa coluna Escola de Livros Raros (Rare Book School) vem sendo, desde a sua criação nos primeiros anos de 1980, a forma mais eficiente e completa de profissionalização na área.

A discussão sobre educação acontece na mesma época em que se tornam escassos os empregos para esses profissionais ditos especiais. Aliás, essa escassez é com certeza reflexo do fechamento de várias escolas de Biblioteconomia norte-americanas desde o início de 1990, quando a mais importante delas, na Columbia University, em New York, teve as portas de sua biblioteca (formada principalmente pela coleção do Dewey) fechada para sempre. A universidade alegou falta de verba para manter o curso.

Ainda há empregos para bibliotecários com experiência, mas talvez porque haja poucos desses profissionais, segundo a autora do artigo. Há anos bibliotecas têm problemas para encontrar pessoal qualificado, e jovens bibliotecários que querem abraçar a carreira de livros raros não conseguem emprego por falta de vagas para iniciantes. É estimado que, por volta de 2010, um terço dos administradores que atuam na área se aposente. E escolas fechadas certamente afetam a qualidade dos poucos cursos oferecidos.

A salvação tem sido a cooperação. Se pensarmos bem, em todas as áreas a cooperação se faz hoje necessária, seja ela impulsionada por questões financeiras ou pela premência de atingir e/ou aumentar um público-alvo qualquer. A Rare Book School está fazendo parcerias com universidades do país para que seus cursos tenham valor acadêmico.

O assunto tem sido tão discutido que foi tema da penúltima conferência inaugural dos profissionais que formam o grupo Rare Books and Manuscripts, ligado à ALA (American Library Association): “Bibliotecários de Livros Raros como Educadores e Educação para Bibliotecários de Livros Raros.” Não pela primeira vez se falou nas oportunidades que o pessoal em início (e meio) de carreira também pode encontrar trabalhando com livreiros. Necessário para ambos, é uma experiência boa para bibliotecários que não deve ser descartada e que pode ser explorada aqui no Brasil.

Ter uma formação em alguma outra área do conhecimento faz enorme diferença no trato com as coleções especiais, e a Biblioteconomia brasileira carece disso, infelizmente. O profissional pode sempre (e deve) se interessar, estudar a coleção com que trabalha, e fazer cursos pertinentes. Afinal, estudar abre janelas inimagináveis. E a Biblioteconomia de Livros Raros é uma carreira que oferece um mundo ilimitado e fascinante. Quem entra, dificilmente sai.

* RIPPLEY, Susan S. The education and hiring of special collections librarians: observations from a recent recruit. In: RBM: A Journal of Rare Books, Manuscripts, and Cultural Heritage, v. 6, n. 2, Outono 2005. p. 82-90.

Sobre Valéria Gauz
Bibliotecária e mestra em Ciência da Informação. Ocupou diversos cargos técnicos e administrativos em 14 anos de Biblioteca Nacional. Trabalhou na John Carter Brown Library at Brown University, Providence, de 1998 a 2005.

Disponível em: http://www.ofaj.com.br

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Sao Paulo, 11 de outubro de 2006

Hoje é véspera de feriado, e somente hoje estou com tempo para escrever um pouco.
Sábado, dia 7, foi um dia agitado, acordei cedo, conheci um espanhol no ponto de ônibus, logo pela manhã pude "hablar" antes de minha prova de espanhol, sai correndo da prova e fui até o Instituto Cervantes, no Ciclo de Palestras da Febab, depois almocei em casa, fui para outro curso, à noite para o teatro, assistir o musical "A dança dos Signos", de Oswaldo Montenegro, no Teatro Dias Gomes - R. Domingos de Moraes, 348 (ao lado do metrô Ana Rosa).
Encerrei a noite com a galera do teatro tomando uma breja. Uma maratona! Ufa!

Anotações de uma bibliotecária "em maratona":

VI Ciclo de Palestras FEBAB - Evento Oficial do Corredor Literário na Paulista - www.corredorliterario.com.br

Tema geral:
“ Aplicação de Tecnologias de Informação e Comunicação na Organização e Acesso à Informação ”

TV digital: uma nova mídia de informação e comunicação
Prof. Dr. Antonio Carlos de Jesus - Diretor da FAAC - UNESP – Bauru, Coordenador do Projeto de TV Digital da UNESP

O papel do bibliotecário ou profissional da informação sera aproximar o Acervo da TV Digital para viabilizar a Interatividade.

Alguns sub projetos da TV UNESP:
- Conteúdos de obras televisiva
- Jornalismo na TV Digital
- Estética
- Interatividade
- Ensino à distância: Projeto Pedagogia Cidadã
- Publicidade: Novos Caminhos

News: a TV entra no até março de 2007 em sistema analógico e a partir de setembro em sistema analógico/digital, mês que estará funcionando a TV Digital na cidade de São Paulo.


Biblioteca Virtual da FAPESP – divulgando informações cientificas e tecnológicas do Estado de São Paulo
Bibl. Especialista Rosaly Fávero Krzyzanowski, Coordenadora do Centro de Documentação e Informação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP

Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa
http://www.gestaoct.org.br

Revista Fapesp
http://www.revistapesquisa.fapesp.br

Biblioteca Virtual
http://www.bv.fapesp.br

CNPq. Uma proposta de Política Nacional de Memória da Ciência e Tecnologia. Brasília. 2003. P. 8-9.

Metodologia – BNS, desenvolvida pela Bireme, utilizando CDS-ISIS da Unesco. Interação com
http://lattes.cnpq.br/index.htm
http://www.scielo.org
http://www.scienti.net


Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo
Maria Sueli da Silva Dutra, Juliana da Silva Santiago, Fernando Júlio de Oliveira

http://www.acessa.sp.gov.br

Biblioteca
http://www.bv.sp.gov.br

Gatekeepers - Gateways

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Manifesto do Povo do Livro


O acesso ao livro e a outras formas de leitura – como jornais, revistas e Internet – deve ser assegurado a toda a nação brasileira. Independentemente de credo, raça, faixa etária, necessidade especial, escolaridade ou condição econômica, todo brasileiro, como ser humano que é, deve ter garantido seu direito inalienável à leitura – como meio de transmissão do conhecimento, entretenimento, de desenvolvimento pessoal e profissional e, portanto, de cidadania.

Em um país como o Brasil – onde apenas um entre cada quatro habitantes está habilitado para a prática da leitura; onde nossas crianças ocupam os últimos lugares nos estudos internacionais sobre compreensão leitora; onde o índice nacional de leitura é de menos de 2 livros lidos por habitante/ano; e onde a maior parte dos milhões de alfabetizados nas últimas décadas tornou-se analfabeta funcional – a leitura precisa e deve ser tratada como uma prioridade nacional.

A Educação e a Cultura são áreas estratégicas dentro do projeto do desenvolvimento nacional e da cidadania. A escrita e a leitura constituem não só o mais forte amálgama entre elas como o caminho indispensável para a formação do cidadão crítico, emancipado, inserido em seu meio e capaz de modificá-lo. Embora não seja a via única de acesso ao conhecimento e à informação – o que compartilha com outras linguagens, como a visual e a eletrônica –, o livro continua a ser a maior invenção do último milênio e a ocupar um papel central na sociedade.

A leitura gera condições para decodificar, interpretar, compreender e se fazer entendido, criando, assim, as condições necessárias para o ser humano se comunicar com os seus iguais. De tal forma que, ao promover o seu desenvolvimento em todos os aspectos, o ato de ler o credencia a buscar maior participação social e política e a exercer sua cidadania em plenitude.

As conquistas e os avanços obtidos nos últimos anos nas esferas federal, estadual e municipal necessitam ser preservados, mas não só. Precisam ser ampliadas e ganhar a dimensão que o tema merece. Programas e projetos de acesso ao livro e às outras formas de leitura, de formação de agentes multiplicadores (como os educadores, os bibliotecários e os voluntários), de valorização do ato de ler no imaginário coletivo, e, ainda, de fortalecimento da economia do livro devem ser convertidos em política de estado – acima dos governos e das pessoas.

Tornar a questão do livro e da leitura uma política pública significa aprofundar o vínculo das ações de Educação e Cultura e, sobretudo, dotar a área de uma estrutura administrativa e orçamentos capazes de atender às grandes demandas existentes. Os esforços feitos até agora pelos diferentes governos merecem o devido respeito, porém ainda são insuficientes para o Brasil começar a saldar essa dívida social com o cidadão e a cidadania, com o livro e a leitura.

O Estado deve garantir as condições necessárias de acesso ao livro gratuito aos seus cidadãos. A biblioteca é um serviço público e dever do Estado, tal como a saúde e a educação. Para tanto, o Estado deve cumprir, de forma cabal, a Política Nacional do Livro e dar, a partir de 2007, prioridade total à revitalização da biblioteca pública. É ela o meio mais eficiente de proporcionar educação continuada à população e, dessa forma, ser instrumento de democracia e de política social.

É, pois, fundamental e urgente que todos os municípios brasileiros tenham pelo menos uma biblioteca e que a rede existente – municipal, estadual, federal, escolar, universitária e comunitária – seja fortalecida e reequipada para atender ao cidadão brasileiro dentro dos padrões mínimos internacionais: com bons e diversificados acervos de livros e outros materiais; pessoal qualificado e estimulado; e recursos permanentes para manutenção, atualização, formação e fomento. A Lei do Livro, a Câmara Setorial e o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) devem ser aprofundados e ganhar maior efetividade, materializados em projetos, programas e investimentos, em todos os rincões do país, sobretudo nas áreas menos favorecidas.

Às vésperas de se comemorar os 200 anos da criação da indústria do livro no país – que ocorreu em 1.808, com a instalação da primeira tipografia e editora, a Impressão Régia – faz-se urgente e indispensável tornar o Brasil uma nação verdadeiramente de cidadãos leitores. A prática social da leitura é, afinal, o caminho para onde apontava a legião de brasileiros notáveis – integrada por escritores como Monteiro Lobato e tantos outros – como a estratégia de enfrentamento do drama da fome, da pobreza, da ignorância e da violência urbana para colocar o Brasil , aí sim, no rumo do desenvolvimento, da justiça social e da solidariedade.

Brasil, setembro de 2006

Fonte: http://www.oei.org.br/manifesto.htm

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Mosteiro de Sao Bento no Rio de Janeiro


Lembrando a máxima medieval: claustrum sine armario quase castrum sine armamentario (mosteiro sem livros é como castelo sem armas), o Mosteiro São Bento no Rio de Janeiro, fundado no final do século XVI, possui uma boa biblioteca, composta de sermões, bíblias, livros de santos, romances, poemas e outros gêneros. Podemos encontrar 29 títulos do poeta espanhol Calderón de la Barca, e também da Vida e feitos do fidalgo d. Quixonte de la Mancha, de Cervantes (1605).
Triste a notícia de que a biblioteca não está bem catalogada e suas obras precisam de restauração com urgência.
Uma biblioteca dessas deve possuir muitas preciosidades...

Para saber mais: Revista Nossa História, ano 3, n. 34, ago. 2006.

Foto: Salão de exposições - Imprenta Artesal - Ayuntamiento de Madrid (jul.2006)

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Madrid, 21 de julio de 2006



Aula de hoje:

Visita a Biblioteca Histórica Municipal e Imprenta Artesanal -Ayuntamiento de Madrid
Calle Conde Duque, 9-11 - Metro Plaza España ou San Bernardo (ou Ventura Rodríguez - em obras).
A imprenta antiga, a "la Gutemberg"... é muito interessante ver como se fazem os livros.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

El libro antiguo, 04/07/2006

Manuscritos - son los libros escritos a mano
Caracteristicas:
- anteriores a existencia de la imprenta
- hasta el sec. XV todos libros se hacian a mano, mas con lo aprecimento de la imprenta no quer dicer q todos los libros pararam de ser ser produzidos a mano.
- os bibliofilos do sec XVI consideravam los libros impresosm algo "falso", mas feos.
- haviam bibliotecarios q dician q los libros impresos jamais entrarian en sus bibliotecas (sec. XVI)
- para todo libro impreso, supoe un original manuscrito

Importante: A etapa de manuscritos se prolonga hasta nuestros dias.
Atualmente no se hacen un original manuscrito, pq temos los ordenadores.

CÓDICES (en forma de "códex") - superposición de hojas/cuardernos, unidos por un lado.
- Tiene forma determinada, el libro grego rollo, papiro era lo material usado, despoes,fue la pele de animal o pergamiño, en Roma, era flexible, fue con el pergamiño o cual se deran conta de q podiam o cortar e formar un caderno.

Entonces era necesario algo mas economico.
No mundo islamico lo papel era mucho utilizado. Parece q no sec. XI já se conocia el papel.
Sí encontrarmos un libro escrito en papel antes del sec. XIV seria una rareza mucho grande.
El papel fue utilizado primeramente para "documentos", después, con más seguridad pasaran a empezaran a utilizar el papel para libros.


CODICOLOGIA - el estudiode los codices en sus distinctos aspectos.
- Un códice és un objecto arqueológico.
- tb és un veículo transmissor de un texto
- un texto mucho copiado no pode ter mucho valor

* lo primero q se hacia era perfurar lo pergamino, para marcar las margens de cada una de las colunas

- a partir do sec. XII se hace el pautado con "punta de pluma" para tracar. A punta de pluma no abandona el punta seca.

OBS.: O pergamino era um material muito caro, por isso tinham que aproveitar ao máximo a pele, entao encontramos livros irregulares, com suturas para um melhor aproveitamento. Os monges nao tinham muitos animais para sacrificar, entao muitas vezes borravam o pergaminho para escrever em cima. Isto causou a perda de textos muito importantes, até porque para eles era importante o texto religioso, entao escreviam por cima de textos de grandes escritores da época... :-(

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Madrid, 4 y 5 de julio de 2006












Biblioteca Nacional, Escola de Biblioteconomia e Documentacion, Cibelles, Parque del Retiro...

Ontem a aula foi sobre "Manuscritos" com bibliotecario e bibliofilo muito famoso na Europa, aprendemos sobre como reconhecer a escrita, de um codice. Hoje abordaremos mas a fundo a catalogacao de manuscritos.
É fundamental aprender "latim" para a catalogacao desses materiais, conhecimento de filologia, critica literaria.

segunda-feira, 27 de março de 2006

Os dez cursos mais concorridos no vestibular, segundo levantamento do Ministério da educação (MEC).

1º Medicina
2º Agronomia
3º Mecânica
4º Geologia
5º Veterinária
6º Odontologia
7º BIBLIOTECONOMIA
8º Ciências Sociais
9º Estatística
10º Física

(fonte: Veja edição 1949, 29/03/2006)