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sábado, 13 de dezembro de 2014

São Paulo, 13 de dezembro de 2014. (Lua Cheia)

Chove em São Paulo e as pessoas esquecem que estamos à beira de um colapso hídrico. Infelizmente é assim: brasileiro só presta atenção nas questões se isto lhe doer profundamente no "bolso". É assim com nosso maior patrimônio: natureza.
Quando meu pai um dia alertou para a preservação dos mananciais e nascentes, foi quase "apedrejado". E agora?
Muitos ainda pensam: pode faltar água em São Paulo, pois lá tem muita gente e continuam a lavar suas calçadas.
É triste, ver sua terra, desmatada, secando aos poucos e ver o povo ainda culpando o governo.
Infelizmente pessoas conscientes da importância do meio ambiente são minoria.
E por falar, em meio ambiente, hoje haverá a "Bicicleta e Churrasco dos Imprestáveis" que mesmo com chuva está confirmada, concentração na Praça do Ciclista a partir das 14 horas. Afinal de contas, nós ciclistas, não prestamos... Enfim, esta foi uma declaração que não gostei.
Às críticas aos ciclistas que vão desde vagabundo, filhinho de papai até gente que não presta.
O que me conforta que é em outras cidades do mundo enfrentaram o mesmo problema durante a implantação das ciclovias e ciclofaixas.
Em nosso país enfrentamos diversos problemas, água, resistência às ciclovias, são apenas alguns dos inúmeros problemas que envolvem má qualidade na educação, violência crescente, desigualdades, corrupção e comodismo.
No entanto, somos uma democracia, uma democracia "bebê" como minha mãe costuma dizer, temos muito o que aprender.
Aprendizado é a palavra-chave para refletirmos neste final de ano.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

São Paulo, 20 de janeiro de 2009.


2009 mal começou e em meio a tantas incertezas só nos resta a certeza de que vivemos num país onde sua vida só vale para pagar mais e mais impostos, sem muitas vezes o direito de questionar onde este dinheiro é empregado, se foi para a cueca de alguém ou para construção de um hospital, escola, biblioteca, ciclovias, transporte público...


Ciclovias, eis a questão!

Começo o ano escrevendo sobre o que mais gosto e menos faço: Pedalar


Na última sexta-feira participei da Bicicletada em memória de mais uma ciclista atropelada, não a conhecia, mas como já fui atropelada por um ônibus e amo pedalar fui até a praça do Ciclista e caminhei empurrando a bicicleta pela Avenida Paulista com algo gritando dentro de meu ventre, meu íntimo, que não dá mais para ficar parada, olhando as notícias e com medo de viver, é preciso fazer algo.


Sim, medo de viver, pois não vou para o trabalho de bike, porque tenho medo de ser atropelada, pois se fui atropelada por ônibus, enquanto atravessa na faixa, no sinal tudo certinho, imagine o que me aconteceria numa bike ao lado de carros, ônibus e motos apressados numa avenida?


Sim, medo de viver, porque não posso andar tranquilamente na rua, ir viajar tranquilamente, deixando a casa sozinha, deixar o carro na rua, ou parar no sinal à noite... são tantos medos, medos que todos vocês conhecem, medos que fazem todos nós trabalhar cada vez mais, para ter mais segurança, comprar mais alarmes, pagar mais seguros...


Enfim, o ano só começou e todo mundo está precupando com o quê? Em dar quase 40% do seu salário para o Leão, em troca de quê?


Bem vindo a Gaza (acima na Foto tirada durante a Bicicletada - 16/01/2009)


domingo, 4 de maio de 2008

São Paulo, 4 de maio de 2008.

Domingo frio, me levantei cedo, comi ovos mexidos, tomei suco de laranja, peguei minha bike e fui rumo ao Parque Ibirapuera.
Como sempre pensei na falta de ciclovias nesta cidade, no caos do trânsito, que mesmo num domingo frio, de um feriado que para muitos foi prolongado, a cidade cada dia que passa transmite a sensação que esta cada vez mais cheia, mais caótica e violenta.
Mas, mesmo assim amo São Paulo, com todo seu caos, todas as tribos, programas para todos os gostos, hoje cheia de policiais, não sei se foi por causa da "Marcha da Maconha" ou por conta de um jogo de futebol, me senti mais segura, e às vezes, também me questiono sobre o número de policiais, parece que é reduzido à noite, horário no qual geralmente "precisamos" mais.
Aí tem uma manifestação qualquer, como foi no dia da Bicicletada, do Dia Mundial sem Carro, no qual me senti sem liberdade nenhuma...

sábado, 22 de setembro de 2007

Bicicletada - Dia mundial sem carro



A proposta era ir a virada de bike, que faz parte da programação da VIRADA ESPORTIVA, mais um evento da cidade 24 horas, São Paulo. Acabei na BICICLETADA, senti um arrepio, fiquei emocinada com o movimento, mais que isto, voltei pra casa com a sensação de dever cumprido, bem estar físico e espiritual, algo tão difícil de se sentir nesta cidade de pedras. São Paulo com mais ciclovias, sem medo de morrer atropelado, por pedalar, por não poluir, por desejar sentir-se bem, abaixo ao trânsito. É sonhar demais?

La propuesta era ir a la "VIRADA" en bike, que haz parte del programa de la "GIRADA DEPORTIVA" (no lo sé se pudo escribir así), más un evento de la ciudad, São Paulo. Terminé na BICICLETADA, senti un escalofrío, quedemé emocionada con el movimento, más que eso, volvi para mi casa con la sensación de deber cumplido, bien estar físco y espiritual, algo tan dificil de sentirse en la ciudad de piedras. São Paulo con más ciclovías, sin miedo de murir atropellado, por peladear, por no contaminar, por desear sentirse bien, abajo el tráfico. És soñar mucho?

http://www.bicicletada.org

http://apocalipsemotorizado.blogspot.com