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domingo, 11 de março de 2012

São Paulo, 11 de março de 2012 - Sampa bikers Mulher

A bibliotecária que ama pedalar comemorou o dia internacional da Mulher em um passeio pelas ruas do centro de São Paulo, muito alegre e relaxante.
A taxa de inscrição foi a doação de produtos de higiene pessoal, maquiagem e bijuterias que posteriormente serão enviados à Fundação Francisca Franco (instituição que atende mulheres que foram vítimas de violência doméstica).
As ciclistas distribuíram rosas na esquina mais famosa, da Ipiranga com a São João e beberam água de coco.
O passeio encerrou com sorteios, no qual a bibliotecária aqui foi premiada...


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

São Paulo, 20 de janeiro de 2009.


2009 mal começou e em meio a tantas incertezas só nos resta a certeza de que vivemos num país onde sua vida só vale para pagar mais e mais impostos, sem muitas vezes o direito de questionar onde este dinheiro é empregado, se foi para a cueca de alguém ou para construção de um hospital, escola, biblioteca, ciclovias, transporte público...


Ciclovias, eis a questão!

Começo o ano escrevendo sobre o que mais gosto e menos faço: Pedalar


Na última sexta-feira participei da Bicicletada em memória de mais uma ciclista atropelada, não a conhecia, mas como já fui atropelada por um ônibus e amo pedalar fui até a praça do Ciclista e caminhei empurrando a bicicleta pela Avenida Paulista com algo gritando dentro de meu ventre, meu íntimo, que não dá mais para ficar parada, olhando as notícias e com medo de viver, é preciso fazer algo.


Sim, medo de viver, pois não vou para o trabalho de bike, porque tenho medo de ser atropelada, pois se fui atropelada por ônibus, enquanto atravessa na faixa, no sinal tudo certinho, imagine o que me aconteceria numa bike ao lado de carros, ônibus e motos apressados numa avenida?


Sim, medo de viver, porque não posso andar tranquilamente na rua, ir viajar tranquilamente, deixando a casa sozinha, deixar o carro na rua, ou parar no sinal à noite... são tantos medos, medos que todos vocês conhecem, medos que fazem todos nós trabalhar cada vez mais, para ter mais segurança, comprar mais alarmes, pagar mais seguros...


Enfim, o ano só começou e todo mundo está precupando com o quê? Em dar quase 40% do seu salário para o Leão, em troca de quê?


Bem vindo a Gaza (acima na Foto tirada durante a Bicicletada - 16/01/2009)


domingo, 4 de maio de 2008

São Paulo, 4 de maio de 2008.

Domingo frio, me levantei cedo, comi ovos mexidos, tomei suco de laranja, peguei minha bike e fui rumo ao Parque Ibirapuera.
Como sempre pensei na falta de ciclovias nesta cidade, no caos do trânsito, que mesmo num domingo frio, de um feriado que para muitos foi prolongado, a cidade cada dia que passa transmite a sensação que esta cada vez mais cheia, mais caótica e violenta.
Mas, mesmo assim amo São Paulo, com todo seu caos, todas as tribos, programas para todos os gostos, hoje cheia de policiais, não sei se foi por causa da "Marcha da Maconha" ou por conta de um jogo de futebol, me senti mais segura, e às vezes, também me questiono sobre o número de policiais, parece que é reduzido à noite, horário no qual geralmente "precisamos" mais.
Aí tem uma manifestação qualquer, como foi no dia da Bicicletada, do Dia Mundial sem Carro, no qual me senti sem liberdade nenhuma...

sábado, 22 de setembro de 2007

Bicicletada - Dia mundial sem carro



A proposta era ir a virada de bike, que faz parte da programação da VIRADA ESPORTIVA, mais um evento da cidade 24 horas, São Paulo. Acabei na BICICLETADA, senti um arrepio, fiquei emocinada com o movimento, mais que isto, voltei pra casa com a sensação de dever cumprido, bem estar físico e espiritual, algo tão difícil de se sentir nesta cidade de pedras. São Paulo com mais ciclovias, sem medo de morrer atropelado, por pedalar, por não poluir, por desejar sentir-se bem, abaixo ao trânsito. É sonhar demais?

La propuesta era ir a la "VIRADA" en bike, que haz parte del programa de la "GIRADA DEPORTIVA" (no lo sé se pudo escribir así), más un evento de la ciudad, São Paulo. Terminé na BICICLETADA, senti un escalofrío, quedemé emocionada con el movimento, más que eso, volvi para mi casa con la sensación de deber cumplido, bien estar físco y espiritual, algo tan dificil de sentirse en la ciudad de piedras. São Paulo con más ciclovías, sin miedo de murir atropellado, por peladear, por no contaminar, por desear sentirse bien, abajo el tráfico. És soñar mucho?

http://www.bicicletada.org

http://apocalipsemotorizado.blogspot.com

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Pedalando...

Quem me conhece bem sabe que desde meus quatro anos eu adoro pedalar todos os dias.
Sim, quatro anos, idade inesquecível, quando meu pai tirou as rodinhas laterais da bicicleta e eu pedalei pela primeira vez como gente grande.
É claro que a alegria durou pouco, e ao fazer estripulias, pedalando em zigue zague eu levei meu primeiro tombo.
Nada melhor do que levantar, chorando, ou melhor berrando, como toda criança enlouquecida, e ainda implorar ao pai para não colocar as rodinhas de volta.
Já se foram vinte e três anos deste episódio e há cinco anos que deixei de pedalar diariamente, pedalar no meio do mato, ir pra aula de bicicleta...
São Paulo, a cidade que me tirou das trilhas e me colocou nos trilhos, sem saber, o quanto eu sentiria falta das trilhas, confesso que é uma das coisas que mais sinto falta atualmente e ontem como de costume quando vou a Riversul, peguei minha bicicleta e me joguei nas estradas de terra, pedalei, pedalei, até que encontrei uma boiada, parei, esperei a boiada passar, e continuei a pedalar, uma subida sem fim, mas eu queria chegar no topo, cansei, já dava pra ver a cidade atrás, lá embaixo, os morros, pássaros, bois, vacas, parei, fotografei minha cara suada e resolvi ir além quando a corrente arrebentou.
Fiquei p da vida, catei a corrente, empurrei a bike até um local onde a mata começava a se fechar, pensei na Fernanda, comecei a sorrir, sentei na bike e mandei um torpedo pra ela contando a minha situação, contemplei a natureza, o silêncio e pensei: "Legal, ainda bem que a maior parte é descida."