Hoje respondi ao questionário enviado pela Fundación Carolina para os ex-becários.
Claro que o curso me ajudou, muito, tanto em termos de formação quanto em termos de relações profissionais.
Acho importante que eles vejam que eu fui pra lá, estudei e voltei, montei minha empresa e agora gero empregos em meu país.
Não me enquadro no perfil dos muitos brasileiros que vão em busca de um sonho em países como a Espanha, que atualmente passa por uma crise de desemprego.
O Brasil tem tudo para dar certo e ser uma potência, só falta o brasileiro aprender a votar e escolher quem os representa, para colocar em Brasilia pessoas que de fato estejam comprometidas com o crescimento e o desenvolvimento do país, principalmente com um investimento sólido em educação, deixando de lado a corrupção.
Desejar que a corrupção seja colocada de lado por nossos governantes é uma utopia...
Pensamentos confusos de uma bibliotecária, um misto de informação, cultura e confissões da vida de uma profissional de 36 anos.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
São Paulo, 30 de setembro de 2010
O dia de votar está chegando e o pior é ver que nada mudará depois disto.
Triste é ver que um aluno de escola pública irá se formar este ano sem ter aulas de química, com algumas aulas de matemática, simplesmente por não ter professor... mais triste ainda é saber que uma mãe não quer deixar seu filho prestar vestibular numa universidade pública, por se tratar de uma outra cidade...
Tristeza tão grande é ver que poucos políticos dão real valor à educação neste Brasil... pouco se importam se muitos chegam a faculdade sem escrever direito (e o pior muitos serão os futuros professores, porque é a profissão que restou, no país onde ninguém quer ser professor...).
O que será de um país onde ninguém quer ser professor?
O que será de uma nação onde os políticos não dão a mínima para educação?
Pense nisto antes de trocar seu voto por um tostão!
Triste é ver que um aluno de escola pública irá se formar este ano sem ter aulas de química, com algumas aulas de matemática, simplesmente por não ter professor... mais triste ainda é saber que uma mãe não quer deixar seu filho prestar vestibular numa universidade pública, por se tratar de uma outra cidade...
Tristeza tão grande é ver que poucos políticos dão real valor à educação neste Brasil... pouco se importam se muitos chegam a faculdade sem escrever direito (e o pior muitos serão os futuros professores, porque é a profissão que restou, no país onde ninguém quer ser professor...).
O que será de um país onde ninguém quer ser professor?
O que será de uma nação onde os políticos não dão a mínima para educação?
Pense nisto antes de trocar seu voto por um tostão!
segunda-feira, 5 de março de 2007
Na Veja desta semana (n.1998 - 070/3/2007), um Artigo sobre os quarto mitos da escola brasileira:
1º Mito – O professor brasileiro é mal remunerado
O artigo diz que o salário é 56% superior a media nacional, mas não menciona a dificuldade para um professor, assim como outros profissionais, investir na carreira, mestrados e cursos, que são muitas vezes superiores aos ganhos.
2º Mito - A educação só vai melhorar no dia que os professores receberem salário mais alto
O artigo menciona que o salário aumentou e as notas dos alunos despencaram. E ainda: ”O mais urgente é fazer com que o professor chegue à sala de aula sabendo ensinar.”
É certo que ter mais dinheiro no bolso não é fato determinante para transformar um professor num bom educador.
Agora analisando o fato de que a educação nacional vive um círculo vicioso, onde o professor que chega até a sala de aula sem saber direito o que vai ensinar, porque o que ele não aprendeu no primeiro e segundo grau, ao chegar na universidade tentou aprender para entrar na sala de aula, ensinar.
Ensinar num país onde ao entrar numa sala de aula você tem que ser “psicólogo”, pai, mãe, enfretar ameaças, dias sem aula, por ordem de organizações criminosas, ameaças de alunos, falta de infra estrutura, livros…
Assim como qualquer outra carreira, temos profissionais e profissionais, aqueles que empurram com a barriga, aqueles que se esforçam ao máximo e aqueles que fazem por amor.
3º Mito - O Brasil investe pouco em educação
O Brasil destina 3,4% do PIB às escolas básicas, e os países da OCDE, 3,5%.
Conclusão, nosso país investe quase o mesmo e obtém resultados piores.
Não é de hoje que observamos recursos mal empregados, não somente na educação, mas também em todos setores do governo.
Um exemplo: semana passada nos jornais, livros didáticos que foram encontrados num depósito de reciclagem, com um detalhe, estavam ainda embalados, novos.
4º Mito – A escola particular é excelente
Que o Enem só serve para indicar que as escolas particulares estão um pouco a frente das estaduais, é fato.
Triste saber que uma prova aplicada pela OCDE, colocou o Brasil nas últimas posições em todas as disciplinas.
Então observamos que o professor que passou por uma escola ruim, cursou uma universidade precária e foi dar aula, resultou neste quadro que estamos vendo agora…E aquele que poderia ser um bom professor, está bem longe das salas de aula, talvez em outro país (fuga de cérebros), pesquisando numa multinacional…
Apenas 20% dos jovens brasileiros chegam à universidade. Mas, chegam à universidade, sem saber o básico...
Uma média de 6 anos dentro das salas de aulas (sucateadas) contra 12, nos países desenvolvidos.
Em uma lista de 25 países, o Brasil é o 23º em número de publicações científicas. "Nem vou comentar"
1º Mito – O professor brasileiro é mal remunerado
O artigo diz que o salário é 56% superior a media nacional, mas não menciona a dificuldade para um professor, assim como outros profissionais, investir na carreira, mestrados e cursos, que são muitas vezes superiores aos ganhos.
2º Mito - A educação só vai melhorar no dia que os professores receberem salário mais alto
O artigo menciona que o salário aumentou e as notas dos alunos despencaram. E ainda: ”O mais urgente é fazer com que o professor chegue à sala de aula sabendo ensinar.”
É certo que ter mais dinheiro no bolso não é fato determinante para transformar um professor num bom educador.
Agora analisando o fato de que a educação nacional vive um círculo vicioso, onde o professor que chega até a sala de aula sem saber direito o que vai ensinar, porque o que ele não aprendeu no primeiro e segundo grau, ao chegar na universidade tentou aprender para entrar na sala de aula, ensinar.
Ensinar num país onde ao entrar numa sala de aula você tem que ser “psicólogo”, pai, mãe, enfretar ameaças, dias sem aula, por ordem de organizações criminosas, ameaças de alunos, falta de infra estrutura, livros…
Assim como qualquer outra carreira, temos profissionais e profissionais, aqueles que empurram com a barriga, aqueles que se esforçam ao máximo e aqueles que fazem por amor.
3º Mito - O Brasil investe pouco em educação
O Brasil destina 3,4% do PIB às escolas básicas, e os países da OCDE, 3,5%.
Conclusão, nosso país investe quase o mesmo e obtém resultados piores.
Não é de hoje que observamos recursos mal empregados, não somente na educação, mas também em todos setores do governo.
Um exemplo: semana passada nos jornais, livros didáticos que foram encontrados num depósito de reciclagem, com um detalhe, estavam ainda embalados, novos.
4º Mito – A escola particular é excelente
Que o Enem só serve para indicar que as escolas particulares estão um pouco a frente das estaduais, é fato.
Triste saber que uma prova aplicada pela OCDE, colocou o Brasil nas últimas posições em todas as disciplinas.
Então observamos que o professor que passou por uma escola ruim, cursou uma universidade precária e foi dar aula, resultou neste quadro que estamos vendo agora…E aquele que poderia ser um bom professor, está bem longe das salas de aula, talvez em outro país (fuga de cérebros), pesquisando numa multinacional…
Apenas 20% dos jovens brasileiros chegam à universidade. Mas, chegam à universidade, sem saber o básico...
Uma média de 6 anos dentro das salas de aulas (sucateadas) contra 12, nos países desenvolvidos.
Em uma lista de 25 países, o Brasil é o 23º em número de publicações científicas. "Nem vou comentar"
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
São Paulo, 24 de Janeiro de 2007.
Meu blog anda meio esquecido, por conta do trabalho, do stress, das coisas da vida.
O fato é que tem uma coisa que muito me deixa chateada, o fato de que eu não consigo casar meus horários de trabalho e estudos. Ou melhor, fazer um mestrado em São Paulo é algo para os poucos que podem sair do trabalho no período diurno para assistir as aulas, ou trabalham somente no período noturmo, ou ainda, não trabalham.
Bom, se procuramos uma universidade pública para fazer um mestrado/doutorado é porque não dispomos de acima de R$ 1.000,00 por mês para pagar uma mensalidade de um curso de uma universidade privada, e estes ainda sim, são na maioria durante o período diurno.
Pesquisei e encontrei duas universidades com mestrados em Administração durante o período noturno: Unip e Uninove.
Depois, se eu saio do país para fazer um mestrado, volto e fico com o diploma encalhado num gigante processo burocrático para legalizá-lo.
Ò céus! Ò vida! Parece que educação não é mesmo algo importante por aqui….
O fato é que tem uma coisa que muito me deixa chateada, o fato de que eu não consigo casar meus horários de trabalho e estudos. Ou melhor, fazer um mestrado em São Paulo é algo para os poucos que podem sair do trabalho no período diurno para assistir as aulas, ou trabalham somente no período noturmo, ou ainda, não trabalham.
Bom, se procuramos uma universidade pública para fazer um mestrado/doutorado é porque não dispomos de acima de R$ 1.000,00 por mês para pagar uma mensalidade de um curso de uma universidade privada, e estes ainda sim, são na maioria durante o período diurno.
Pesquisei e encontrei duas universidades com mestrados em Administração durante o período noturno: Unip e Uninove.
Depois, se eu saio do país para fazer um mestrado, volto e fico com o diploma encalhado num gigante processo burocrático para legalizá-lo.
Ò céus! Ò vida! Parece que educação não é mesmo algo importante por aqui….
terça-feira, 14 de novembro de 2006
EDUCAÇÃO PARA BIBLIOTECÁRIOS DE LIVROS RAROS
Recentemente li um artigo que me chamou atenção: “Educação e emprego para bibliotecários de livros raros” *. Meu primeiro pensamento foi dirigido à qualificação do profissional e suas características pessoais, talvez devido a tantas mensagens em listas eletrônicas da área sobre roubo de livros e mapas raros, aqui, como nos Estados Unidos.
Mas o assunto era mesmo sobre educação e trabalho, sobre os problemas que as instituições norte-americanas encontram com a escassez de profissionais na área. Ainda que a realidade desse país seja muito diferente da nossa, há sempre o que observar e, quem sabe, aprender a partir de outras experiências.
Nos últimos anos, em seminários, encontros, e nas salas de café das próprias bibliotecas muito tem se falado sobre a falta de bibliotecários de livros raros. Para coleções especiais que lidam com América Latina, então, o problema se agrava. Nesse contexto, a qualificação profissional assume papel relevante.
Quais seriam as qualificações básicas para um bibliotecário de livros raros nos EUA, e quais delas são correntes no Brasil?
Conhecimento de Bibliografia Descritiva, ou seja, saber como os cadernos de um livro artesanal é formado (até aproximadamente 1820 os livros ainda não eram fabricados de maneira industrial), a posição das linhas d’água e sua importância para a determinação do formato do livro, assinaturas, estilos de encadernação, etc.;
Conhecimento de obras de referência para fontes primárias;
Conhecimento da coleção;
Noções de preservação;
Domínio de línguas.
Características adicionais importantes seriam conhecimentos de preservação das novas mídias digitais e de direitos autorais. Numa época em que documentos são digitalizados ou já nascem digitais, muitos bibliotecários se encontram às voltas com o aprendizado dessas matérias.
A formação do bibliotecário de livros raros não é tão simples como pode parecer, mesmo naquele país desenvolvido. Os cursos normalmente oferecidos são de extensão universitária, mas não é raro encontrar programas que registram sua existência, mas não os oferecem naquele semestre, ou seja, é incerto. A já falada em outro texto dessa coluna Escola de Livros Raros (Rare Book School) vem sendo, desde a sua criação nos primeiros anos de 1980, a forma mais eficiente e completa de profissionalização na área.
A discussão sobre educação acontece na mesma época em que se tornam escassos os empregos para esses profissionais ditos especiais. Aliás, essa escassez é com certeza reflexo do fechamento de várias escolas de Biblioteconomia norte-americanas desde o início de 1990, quando a mais importante delas, na Columbia University, em New York, teve as portas de sua biblioteca (formada principalmente pela coleção do Dewey) fechada para sempre. A universidade alegou falta de verba para manter o curso.
Ainda há empregos para bibliotecários com experiência, mas talvez porque haja poucos desses profissionais, segundo a autora do artigo. Há anos bibliotecas têm problemas para encontrar pessoal qualificado, e jovens bibliotecários que querem abraçar a carreira de livros raros não conseguem emprego por falta de vagas para iniciantes. É estimado que, por volta de 2010, um terço dos administradores que atuam na área se aposente. E escolas fechadas certamente afetam a qualidade dos poucos cursos oferecidos.
A salvação tem sido a cooperação. Se pensarmos bem, em todas as áreas a cooperação se faz hoje necessária, seja ela impulsionada por questões financeiras ou pela premência de atingir e/ou aumentar um público-alvo qualquer. A Rare Book School está fazendo parcerias com universidades do país para que seus cursos tenham valor acadêmico.
O assunto tem sido tão discutido que foi tema da penúltima conferência inaugural dos profissionais que formam o grupo Rare Books and Manuscripts, ligado à ALA (American Library Association): “Bibliotecários de Livros Raros como Educadores e Educação para Bibliotecários de Livros Raros.” Não pela primeira vez se falou nas oportunidades que o pessoal em início (e meio) de carreira também pode encontrar trabalhando com livreiros. Necessário para ambos, é uma experiência boa para bibliotecários que não deve ser descartada e que pode ser explorada aqui no Brasil.
Ter uma formação em alguma outra área do conhecimento faz enorme diferença no trato com as coleções especiais, e a Biblioteconomia brasileira carece disso, infelizmente. O profissional pode sempre (e deve) se interessar, estudar a coleção com que trabalha, e fazer cursos pertinentes. Afinal, estudar abre janelas inimagináveis. E a Biblioteconomia de Livros Raros é uma carreira que oferece um mundo ilimitado e fascinante. Quem entra, dificilmente sai.
* RIPPLEY, Susan S. The education and hiring of special collections librarians: observations from a recent recruit. In: RBM: A Journal of Rare Books, Manuscripts, and Cultural Heritage, v. 6, n. 2, Outono 2005. p. 82-90.
Sobre Valéria Gauz
Bibliotecária e mestra em Ciência da Informação. Ocupou diversos cargos técnicos e administrativos em 14 anos de Biblioteca Nacional. Trabalhou na John Carter Brown Library at Brown University, Providence, de 1998 a 2005.
Disponível em: http://www.ofaj.com.br
Mas o assunto era mesmo sobre educação e trabalho, sobre os problemas que as instituições norte-americanas encontram com a escassez de profissionais na área. Ainda que a realidade desse país seja muito diferente da nossa, há sempre o que observar e, quem sabe, aprender a partir de outras experiências.
Nos últimos anos, em seminários, encontros, e nas salas de café das próprias bibliotecas muito tem se falado sobre a falta de bibliotecários de livros raros. Para coleções especiais que lidam com América Latina, então, o problema se agrava. Nesse contexto, a qualificação profissional assume papel relevante.
Quais seriam as qualificações básicas para um bibliotecário de livros raros nos EUA, e quais delas são correntes no Brasil?
Conhecimento de Bibliografia Descritiva, ou seja, saber como os cadernos de um livro artesanal é formado (até aproximadamente 1820 os livros ainda não eram fabricados de maneira industrial), a posição das linhas d’água e sua importância para a determinação do formato do livro, assinaturas, estilos de encadernação, etc.;
Conhecimento de obras de referência para fontes primárias;
Conhecimento da coleção;
Noções de preservação;
Domínio de línguas.
Características adicionais importantes seriam conhecimentos de preservação das novas mídias digitais e de direitos autorais. Numa época em que documentos são digitalizados ou já nascem digitais, muitos bibliotecários se encontram às voltas com o aprendizado dessas matérias.
A formação do bibliotecário de livros raros não é tão simples como pode parecer, mesmo naquele país desenvolvido. Os cursos normalmente oferecidos são de extensão universitária, mas não é raro encontrar programas que registram sua existência, mas não os oferecem naquele semestre, ou seja, é incerto. A já falada em outro texto dessa coluna Escola de Livros Raros (Rare Book School) vem sendo, desde a sua criação nos primeiros anos de 1980, a forma mais eficiente e completa de profissionalização na área.
A discussão sobre educação acontece na mesma época em que se tornam escassos os empregos para esses profissionais ditos especiais. Aliás, essa escassez é com certeza reflexo do fechamento de várias escolas de Biblioteconomia norte-americanas desde o início de 1990, quando a mais importante delas, na Columbia University, em New York, teve as portas de sua biblioteca (formada principalmente pela coleção do Dewey) fechada para sempre. A universidade alegou falta de verba para manter o curso.
Ainda há empregos para bibliotecários com experiência, mas talvez porque haja poucos desses profissionais, segundo a autora do artigo. Há anos bibliotecas têm problemas para encontrar pessoal qualificado, e jovens bibliotecários que querem abraçar a carreira de livros raros não conseguem emprego por falta de vagas para iniciantes. É estimado que, por volta de 2010, um terço dos administradores que atuam na área se aposente. E escolas fechadas certamente afetam a qualidade dos poucos cursos oferecidos.
A salvação tem sido a cooperação. Se pensarmos bem, em todas as áreas a cooperação se faz hoje necessária, seja ela impulsionada por questões financeiras ou pela premência de atingir e/ou aumentar um público-alvo qualquer. A Rare Book School está fazendo parcerias com universidades do país para que seus cursos tenham valor acadêmico.
O assunto tem sido tão discutido que foi tema da penúltima conferência inaugural dos profissionais que formam o grupo Rare Books and Manuscripts, ligado à ALA (American Library Association): “Bibliotecários de Livros Raros como Educadores e Educação para Bibliotecários de Livros Raros.” Não pela primeira vez se falou nas oportunidades que o pessoal em início (e meio) de carreira também pode encontrar trabalhando com livreiros. Necessário para ambos, é uma experiência boa para bibliotecários que não deve ser descartada e que pode ser explorada aqui no Brasil.
Ter uma formação em alguma outra área do conhecimento faz enorme diferença no trato com as coleções especiais, e a Biblioteconomia brasileira carece disso, infelizmente. O profissional pode sempre (e deve) se interessar, estudar a coleção com que trabalha, e fazer cursos pertinentes. Afinal, estudar abre janelas inimagináveis. E a Biblioteconomia de Livros Raros é uma carreira que oferece um mundo ilimitado e fascinante. Quem entra, dificilmente sai.
* RIPPLEY, Susan S. The education and hiring of special collections librarians: observations from a recent recruit. In: RBM: A Journal of Rare Books, Manuscripts, and Cultural Heritage, v. 6, n. 2, Outono 2005. p. 82-90.
Sobre Valéria Gauz
Bibliotecária e mestra em Ciência da Informação. Ocupou diversos cargos técnicos e administrativos em 14 anos de Biblioteca Nacional. Trabalhou na John Carter Brown Library at Brown University, Providence, de 1998 a 2005.
Disponível em: http://www.ofaj.com.br
terça-feira, 19 de setembro de 2006
Escolas abertas aos fins de semana
Uma pesquisa feita pelo Instituto Airton Senna mostrou os efeitos positivos da abertura de 2.102 escolas aos fins de semana com a adoção de projetos especiais. Em um período de 3 anos, houve redução de:
63% no consumo de entorpecentes
63% no porte de armas
57% nas ameaças aos professores
55% nas agressões físicas
43% nas depredações
42% nos furtos e roubos
Fonte: Época n. 435 - 18/9/2006
63% no consumo de entorpecentes
63% no porte de armas
57% nas ameaças aos professores
55% nas agressões físicas
43% nas depredações
42% nos furtos e roubos
Fonte: Época n. 435 - 18/9/2006
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Mestrado!!!!!!!!!!!!!!
Como diz uma amiga "o que eles fazem é dificultar".
A Universidade Pública dificulta para você ir até lá fazer inscrição para o processo seletivo, com horários no mínimo estranhos, o processo seletivo de aluno especial resume-se em entregar os diplomas, histórico e "produção" (é claro, vc sai da graduação com dezenas de artigos publicados!). O resultado sai e no mesmo dia vc faz a matrícula, também num horário estranho, paga uma taxa e tudo certo.
Observem as etapas neste universo todo:
1º Assistir aula como ouvinte (durante uns 2 anos?). Detalhe: se conseguir conciliar os horários...
2º Neste período de ouvinte vc deve escrever alguns artigos "em parceria"
3º Agora que vc já conhece o professor, vc faz inscrição para ser "aluno especial"
4º Mas um período de aluno especial, artigos e tal.
5º Você está preparado para participar do processo seletivo, após algumas provas, se tiver sorte causará boas impressões durante a entrevista.
Tentei o caminho que me parecia mais lógico, não ouvi meus amigos, agora o que me resta, é assistir aula como ouvite... não adianta pular etapas... rs
A Universidade Pública dificulta para você ir até lá fazer inscrição para o processo seletivo, com horários no mínimo estranhos, o processo seletivo de aluno especial resume-se em entregar os diplomas, histórico e "produção" (é claro, vc sai da graduação com dezenas de artigos publicados!). O resultado sai e no mesmo dia vc faz a matrícula, também num horário estranho, paga uma taxa e tudo certo.
Observem as etapas neste universo todo:
1º Assistir aula como ouvinte (durante uns 2 anos?). Detalhe: se conseguir conciliar os horários...
2º Neste período de ouvinte vc deve escrever alguns artigos "em parceria"
3º Agora que vc já conhece o professor, vc faz inscrição para ser "aluno especial"
4º Mas um período de aluno especial, artigos e tal.
5º Você está preparado para participar do processo seletivo, após algumas provas, se tiver sorte causará boas impressões durante a entrevista.
Tentei o caminho que me parecia mais lógico, não ouvi meus amigos, agora o que me resta, é assistir aula como ouvite... não adianta pular etapas... rs
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
O Brasil perde competitividade e negócios por falta de mão-de-obra especializada
Dados da Educação no Brasil
12% é a quantidade de analfabetos absolutos. Outros 60% são analfabetos funcionais, que apesar de terem cursado a escola, têm dificuldade para entender o que lêem e fazer cálculos.
9% cursam o ensino superior. Outros 50% terminam as 8 séries do ensino fundamental e 35% concluem o ensino médio.
5,5% do PIB é o que Brasil investe em Educação, percentual que supera países como Alemanha e Japão. No entanto, os recursos são mal empregados. DEVEM SER EMPREGADOS NO MENSALÃO E COISAS DO GÊNERO!
12 anos é o tempo para o Brasil chegar a um cenário adequado de capacitação.
10mil doutores serão formados no Brasil este ano. Na Índia, cerca de 250 mil engenheiros entrarão no mercado.
Onde falta mão-de-obra:
Administração, Contabilidade, Tesouraria, Recursos Humanos, Comércio Exterior, Artes Gráficas, Desenho Industrial, Engenharia, Hotelaria, Biotecnologia, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia, Logística, Transportes, Automação Industrial, Mecânica de Aviação, supervição de Produção, Técnica de Embalagem, Gerência Industrial, Técnica de Usinagem, Telemarketing, especialização em Física e Matemática, Desenvolvimento de Software.
(Fonte: José Pastore / Gazeta Mercantil 13/2/06)
12% é a quantidade de analfabetos absolutos. Outros 60% são analfabetos funcionais, que apesar de terem cursado a escola, têm dificuldade para entender o que lêem e fazer cálculos.
9% cursam o ensino superior. Outros 50% terminam as 8 séries do ensino fundamental e 35% concluem o ensino médio.
5,5% do PIB é o que Brasil investe em Educação, percentual que supera países como Alemanha e Japão. No entanto, os recursos são mal empregados. DEVEM SER EMPREGADOS NO MENSALÃO E COISAS DO GÊNERO!
12 anos é o tempo para o Brasil chegar a um cenário adequado de capacitação.
10mil doutores serão formados no Brasil este ano. Na Índia, cerca de 250 mil engenheiros entrarão no mercado.
Onde falta mão-de-obra:
Administração, Contabilidade, Tesouraria, Recursos Humanos, Comércio Exterior, Artes Gráficas, Desenho Industrial, Engenharia, Hotelaria, Biotecnologia, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia, Logística, Transportes, Automação Industrial, Mecânica de Aviação, supervição de Produção, Técnica de Embalagem, Gerência Industrial, Técnica de Usinagem, Telemarketing, especialização em Física e Matemática, Desenvolvimento de Software.
(Fonte: José Pastore / Gazeta Mercantil 13/2/06)
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Um Laptop por criança (OLPC)
O novo projeto do cientista Nicholas Negroponte “Um laptop por criança” está gerando comentários dos mais diversos, e segundo o jornal Valor Econômico, Negroponte diverte-se ao contar, que se reuniu com o presidente Lula e quatro ministros numa quinta-feira, e na segunda-feira três destes haviam sido substituídos. É claro, que isto virou piada a nível mundial. O que me deixa muito triste é que se o Brasil não se empenhar no projeto, ficaremos de fora, como Negroponte disse, há 75 países na lista de espera. O laptop de US$ 100 é um projeto educacional, estamos cansados de saber que educação não é prioridade em nosso país, na verdade há um certo receio por parte dos governantes, por trás disso. Investir em educação significa acabar com inúmeros problemas que temos por aqui e aí o que eles iriam prometer nas próximas eleições. Países que estavam no fundo do poço e começaram a investir em educação deram a volta por cima, e quando o então ministro Cristóvão Buarque foi até a Coréia, voltando com novas idéias, logo foi substituído. Por que sera? Será que todos aqueles que pretendem mudar a cara deste país serão substituídos?
terça-feira, 7 de junho de 2005
A vida digital
A vida digital, titulo do livro de Nicholas Negroponte, professor, do Massachusetts Institute of Technology - MIT , o qual eu li assim que entrei na Universidade Federal de São Carlos, em 1997 me veio a cabeça ontem a noite assim que fiquei sabendo que o Media Lab - MIT pretendia criar uma espécie de notebook ao custo de US$ 100 para ser usado como caderno nas escolas. Em 1997, quando ingressei no curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da UFSCar, nm imaginava o quanto seria rápida tal mudança no mundo tecnológico. Ao ler livros, como What will be, do Dertouzos (How the New World of Information Will Change Our Lives) eu viajava, imaginava o futuro... Ao ler sobre esta intenção do Media Lab, fiquei muito feliz, pois estaríamos fazendo uma inclusão digital a nível mundial, e contribuindo para o avanço educacional. No entanto, nós, brasileiros, conseguiremos atingir tal nível?
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