É verdade que meu blog anda abandonado, mas vocês imaginam como é a vida de uma bibliotecária, agora aos 30 anos, isso mesmo, 30, a crise dos quase 30 já era, agora é real, 30 anos, trabalhando horrores, estudando horrores e ainda assim sempre com um tempo para namorar, se divertir com os amigos.
No meio de uma reunião de amigos, bibliotecárias, pegam a prova do último concurso e discutem a AACR2... argh! CDD! Ó céus, é de comer?
A situação acima sempre acontece em minha casa, é engraçado, ter 30 anos, 8 anos atuando na área, estudando, discordando.
E com 30 anos, venci um medo bobo, hoje estive no meu exame de faixa no Kung Fu. Eu sempre corria de todos exames de artes marciais, por pura vergonha. É claro, que as pernas tremiam, fiquei nervosa, errei, mas faz parte do jogo, da vida, aprender, vencer os medos, estou me sentindo bem melhor assim.
Pensamentos confusos de uma bibliotecária, um misto de informação, cultura e confissões da vida de uma profissional de 36 anos.
domingo, 27 de abril de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
São Paulo, 12 de março de 2008 - Feliz Dia do Bibliotecário pra você também!
Dia do bibliotecário: na realidade, lembrei porque recebi um e-mail simpático do contador.
Cheguei em casa e minha amiga e sócia disse:
- Dani, tem um presente pra você!!!
- Presente???? - fiquei me indagando.
- Dia do bibliotecário! Tem um brinde da Modal.
Olha só analistas de sistemas, interessados no dia do bibliotecário, quem diria.
Também damos um pequeno lucro para este segmento do mercado, quero uma base de dados, assim, assado, fazer uma biblioteca virtual...
No dia do bibliotecário, será que eu posso fazer um pedido?
"QUERO UM SISTEMA GPS PARA TODOS OS LIVROS"
Não está longe, pode ser caro, mas como eu desejei isso inúmeras vezes.
Agora estou vivendo uma fase muito mais arquivista, do que bibliotecária, as minha amigas bibliotecárias devem me odiar, quando digo que me apaixonei pela dinâmica dos arquivos empresariais.
Mas confesso, sinto falta dos usuários no balcão de uma biblioteca esperando que você encontre para eles a solução de alguns problemas, ou daqueles bombons, que você ganha por ter encontrado aquele livro fora de catálogo.
De meu bacharelado em Biblioteconomia e Ciência da Informação, para uma especialização em Gestão de Arquivos Empresariais, e outra em Livros Antigos, agora na lista de espera por uma vaga em Sistemas de Informação, vou provando aos poucos o que o ser bibliotecário é por essência interdisciplinar.
Sem o devido reconhecimento, caminhamos em meio a muitas lutas, dos livros queimados na inquisição até o fechamento de algumas bibliotecas públicas numa das cidades mais importantes do país (Vocês devem lembrar, pois o CRB8 até enviou um ofício ao prefeito Kassab). Enfim, não vou falar disto hoje, senão minha pangastrite não me deixará dormir.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
São Paulo, 7 de fevereiro de 2008
O céu está maravilhoso hoje, astrologicamente falando, um bom dia pra começar nossos projetos, o que comerçarmos entre hoje e amanhã renderá bons frutos.

Ao virar o ano, deixei para trás minha corrente de Toledo, minha aliança egípcia e um monte de pensamentos...
Daqui pra frente é:
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
São Paulo, 5 de fevereiro de 2008

Nunca fiquei tão feliz de pisar em território paulistano novamente. Casa, minha casa!!!!!!!!!!!
Sexta-feira à noite, 1º de fevereiro, Rodoviária do Tietê, São Paulo.
Saímos de Cometa às 22h41 rumo à Juiz de Fora, sem saber que encontraríamos pela frente muitas dificuldades até chegar em Conceição do Ibitipoca, em Minas Gerais.
Chegando na rodoviária de Juiz de Fora às 6h40, fomos até o guichê da viação Frota Nobre para descobrir que o ônibus não passava pela rodoviária. Até aí tudo bem, só um ônibus intermunicipal que não passa pela rodoviária, qualquer turista deveria saber que isto pode acontecer...
Enfim, atravessamos a rua e ficamos esperando o ônibus até às 7h45.
Durante o trajeto entre Juiz de Fora e Lima Duarte, ônibus lotado, muitas pessoas em pé, até aí tudo bem, porque afinal de contas, super lotação é algo comum, viajar mais de uma hora de uma cidade para a outra em pé, pagando o mesmo preço de quem está sentado, normal.
Lima Duarte, lugar onde a rodoviária mais parece um boteco, descobrimos que o horário de ônibus do site era furado, 12h30 não haveria um ônibus para Ibitipoca, o próximo seria às 15h30.
Conheci uma galera que também estava contando com o horário de 12h30, mais uns "nativos" e pagamos para um cara nos levar até Ibitipoca, R$ 110,00, 11 pessoas.
A estrada de Lima Duarte para Conceição do Ibitipoca, tem uma vista linda, mas se você não tiver de 4x4 é um pouco complicado subir os 27 km, com muita terra e barro.
Pisamos em Ibitipoca por volta de 11 horas, almoçamos no Alquimia e claro, dormir um pouquinho era preciso depois de uma viagem um tanto cansativa.

À noite, fomos comer "pão com linguiça", num lugar muito simpático, chuva, escuridão total, afinal de contas, é natural acabar a luz quando chove em cidades pequenas, ou melhor, vilarejos.
Algunas doses de cachaça com mel, para criar coragem de sair na chuva e tentar localizar somente com o clarão dos relâmpagos a pousadinha de D. Balduína, mas a luz voltou, segundo os comentários na vila, era somente um poste que tinha caído com a chuva em Lima Duarte.
Caminhando 3 km até o Parque Estadual embaixo de chuva. (Sem comentários)
Socorro!!!!!!!!!!! Quero sair daqui!!!!!!!!!Se vocês pensam que chegar em Ibitipoca foi difícil, image sair... rs
Na segunda-feira, dia 4, 8 horas da manhã, ainda chovia, resolvemos ir embora, pra não termos dificuldade na terça-feira, correr risco de perder o ônibus de volta pra São Paulo, pois quando chove muito fica difícil o ônibus ou outros veículos subirem até a vila.
O horário informado no site, no panfleto, novamente não era fiel , ligamos na Viação Vimara, pois o ônibus que iria passar as 9h30 passou as 8h30, e depois de muitas reclamações, inclusive no DER, na ANTT, enviaram o ônibus para Ibitipoca.
Resumo da ópera: levamos 22 horas para pisar novamente em São Paulo.
Mochileiros não vão para Ibitipoca de ônibus!!!!!!!!!!!!!!!!
domingo, 20 de janeiro de 2008
São Paulo, 20 de janeiro de 2008

"Chove lá fora
E aqui tá tanto frioMe dá vontade de saber..." (Lobão)
2008, meus 30 anos chegando, a crise aumentando, a bovespa afundando, impostos me sugando, a febre amarela atacando, a educação piorando, a violência e o trânsito aumentando...
E só amando pra fazer esta vida valer a pena!
Podem achar o amor algo brega, mas o "tribalismo aquariano" não funciona pra esta bibliotecária aqui, e por que não começar 2008 falando de amor, sentindo amor?
Amando aos livros e uma pessoa especial, que mereça seu amor.
domingo, 13 de janeiro de 2008
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."Fernando Pessoa
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Provocações em meio a era digital
Não sejamos hipócritas ao dizer que lemos tudo o que nos diz respeito a nossa especialidade, não lemos, nem temos conhecimento do que realmente existe. Não temos tempo para isto, é a explosão da informação. Desafio você a a ler este texto até o final. Quantos bibliotecários postam seus textos diariamente??? Há muitos blogs de amigos na sua lista de favoritos, mas qual o tempo real que você dedica a ler estes blogs?
Em meio as questões de organizar informação na era digital, surge a questão "devemos reaprender a escrever"? Deixar o "charme" de lado, ou seja, as famos linguiças enchendo nossos artigos científicos e aumentando a confusão, não só das prateleiras, mas de sua tela de computador.
Um artigo a mais no universo acadêmico para ser lido por 3 ou 4 pessoas no mundo?
Aonde vamos parar com tanta produção?
Vamos direto ao que interessa!
Em meio as questões de organizar informação na era digital, surge a questão "devemos reaprender a escrever"? Deixar o "charme" de lado, ou seja, as famos linguiças enchendo nossos artigos científicos e aumentando a confusão, não só das prateleiras, mas de sua tela de computador.
Um artigo a mais no universo acadêmico para ser lido por 3 ou 4 pessoas no mundo?
Aonde vamos parar com tanta produção?
Vamos direto ao que interessa!
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Métodos arbitrários e confusos
Engraçado é ver após anos de estudo a “desconstrução” de tudo aquilo que aprendemos na graduação, após algum tempo de prática, teorias caindo por terra, a forma de organizar sujeita a problemas de ordem financeira, ordem estética, sim estética, por mais incoerente que possa ser, tudo por água abaixo.
Não, não estou aqui dizendo que o fruto de meu aprendizado na graduação foi em vão, muito pelo contrário.
Mas é como enxergamos o mundo quando estamos na graduação e como vemos o mundo após 10 anos de biblioteconomia e ciência da informação.
Na graduação, você imagina o futuro das bibliotecas perfeitas, da informação precisa, do bibliotecário reconhecido.
Na vida real, você descobre que toda organização é arbitrária. E após, caminhar por entre as estantes de inúmeras bibliotecas, você começa a observar como o bibliotecário impõe ao usuário através de sua organização o seu jeito de olhar o mundo, ou melhor dizendo, o que ele conhece do mundo.
Classificações bizarras, às vezes, um tanto confusas, estão por toda parte, atualmente nos preocupamos com a ordem virtual das coisas, acabamos por descobrir que Dewey não é aplicável a tudo, embora, possa ser aplicado a maioria dos livros, seu olhar era restrito. E Ranganathan é mais atual do que imaginávamos.
É importante sempre documentar os passos da organização, tentando ao máximo retratar aquele momento, aquela realidade, justificando certas iniciativas, para que no futuro seu sucessor não pensar que era um bibliotecário louco.
Válido para todos aqueles que trabalham com informação, principalmente em tempos de mutação.
Não, não estou aqui dizendo que o fruto de meu aprendizado na graduação foi em vão, muito pelo contrário.
Mas é como enxergamos o mundo quando estamos na graduação e como vemos o mundo após 10 anos de biblioteconomia e ciência da informação.
Na graduação, você imagina o futuro das bibliotecas perfeitas, da informação precisa, do bibliotecário reconhecido.
Na vida real, você descobre que toda organização é arbitrária. E após, caminhar por entre as estantes de inúmeras bibliotecas, você começa a observar como o bibliotecário impõe ao usuário através de sua organização o seu jeito de olhar o mundo, ou melhor dizendo, o que ele conhece do mundo.
Classificações bizarras, às vezes, um tanto confusas, estão por toda parte, atualmente nos preocupamos com a ordem virtual das coisas, acabamos por descobrir que Dewey não é aplicável a tudo, embora, possa ser aplicado a maioria dos livros, seu olhar era restrito. E Ranganathan é mais atual do que imaginávamos.
É importante sempre documentar os passos da organização, tentando ao máximo retratar aquele momento, aquela realidade, justificando certas iniciativas, para que no futuro seu sucessor não pensar que era um bibliotecário louco.
Válido para todos aqueles que trabalham com informação, principalmente em tempos de mutação.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Vingança Boba - Cazuza / Sérgio Serra
Ah, minha criança, minha vingança é boba
Passei a vida te esperando, entende?
Quando eu te escondo o jogo
Quando eu te trato mal
É tudo medo, é tudo medo do amor
Que me entristece, que me enlouquece sempre
Mas é de verdade, é liberdade, esquece
Tudo na vida volta
Tudo na vida vai
Tá tudo em cima, tá tudo lindo agora
A gente junto, o mundo que vá embora
Com suas juras falsas
Com seus anúncios falsos
Tá tudo OK, tá tudo na boa agora
A gente chora, a gente ri, tem hora
Hora pra tudo, hora pra ir embora
Hora pra ir embora
Passei a vida te esperando, entende?
Quando eu te escondo o jogo
Quando eu te trato mal
É tudo medo, é tudo medo do amor
Que me entristece, que me enlouquece sempre
Mas é de verdade, é liberdade, esquece
Tudo na vida volta
Tudo na vida vai
Tá tudo em cima, tá tudo lindo agora
A gente junto, o mundo que vá embora
Com suas juras falsas
Com seus anúncios falsos
Tá tudo OK, tá tudo na boa agora
A gente chora, a gente ri, tem hora
Hora pra tudo, hora pra ir embora
Hora pra ir embora
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